quinta-feira, 11 de junho de 2009
Entrega dos Boletins
COMPAREÇA!
domingo, 7 de junho de 2009
Provérbio Africano
(Provérbio Africano)
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Juliene Silva - Embaixatriz Cultural da FEARG e aluna do Tellechea - Que orgulho!
A Comissão Organizadora da 31ª Feira de Artesanato do Rio Grande (Fearg) e 14ª Feira de Comércio, Indústria e Serviços (Fecis) apresentou à imprensa, ontem, 29, às 14h, na sede da Associação das Micro, Pequenas e Médias empresas (Amperg), as embaixatrizes culturais que representarão as feiras este ano. As 21 candidatas pré-selecionadas foram julgadas na última quinta-feira, 28, sendo escolhidas nove meninas. Este ano, a novidade é a inserção da embaixatriz cultural representando a etnia indígena, que se soma as outras oito representantes: africana, árabe, alemã, espanhola, italiana, polonesa, portuguesa e gaúcha.
As embaixatrizes culturais da 31ª Fearg/14ª Fecis são: Ronia Nascimento Gonzaga, 19 anos (afro), Ana Luiza Neunfeld, 17 anos, (alemã), Yasmin Saez, 17 anos (árabe), Nicole Telmo Jodar, 18 anos (espanhola), Juliene Carla dos Santos Silva, 18 anos (indígena), Dora Renata dos Santos Machado, 15 anos (italiana), Pricila Mendes Machado, 17 anos (polonesa), Andressa da Luz Cardoso, 16 anos (portuguesa), Camila Lemos Gomes, 19 anos (representante gaúcha).
A jovem que representa a etnia indígena, Juliene, veio da Paraíba e se mudou para o Município para estudar e em pouco tempo conquistou o carinho dos rio-grandinos. Bisneta de índios, Juliene afirma que pretende demonstrar aos participantes das feiras além da simpática, um pouco mais sobre os costumes indígenas que fazem parte da história brasileira.
A edição das feiras deste ano continuará abordando as "etnias", destacando a etnia africana, tendo como tema "Comércio, História e Costumes". Os eventos ocorrerão de 25 de junho a 12 de julho, no Centro Municipal de Eventos, em Rio Grande.
Jornal Agora - Edição 9341/09
domingo, 24 de maio de 2009
10 perguntas que os pais devem fazer aos professores
A participação dos pais na escola ajuda no desempenho escolar das crianças. Uma boa maneira de começar é falando com os mestres.
2.Como meu filho se relaciona com os colegas, professores e com a escola em geral?
3.Devo ajudar nas tarefas de casa?
4.Como ajudar nas tarefas?
5.Como posso me integrar à escola?
6.Qual a rotina da escola em relação às tarefas?
7.Como a escola organiza comemorações?
8.Como a escola avaliará o avanço do meu filho?
9.Como é a comunicação entre a escola e a família?
10.Qual a sua posição em relação a faltas?
( 03/03/2009-TextoBruna Nicolielo )
terça-feira, 19 de maio de 2009
Professores e pais
Prof. Ingrid Costa
Supervisora Pedagógica
domingo, 17 de maio de 2009
Bullying na escola - Brincadeiras que ferem!
Ameaças, agressões, humilhações... a escola pode se tornar um verdadeiro inferno para crianças que sofrem nas mãos de seus próprios colegas, ainda mais nos dias de hoje, em que a internet pode potencializar os efeitos devastadores do bullying. Você sabe o que é isso? Onde e como ele ocorre?
Você já ouviu falar de bullying? O termo em inglês pode causar estranhamento a muita gente, mas as atitudes agressivas intencionais e repetitivas que ridicularizam, agridem e humilham pessoas – tão comum entre crianças e jovens – é muito familiar a todos. A palavra inglesa 'bully' significa valentão, brigão. Atos como empurrar, bater, colocar apelidos ofensivos, fazer gestos ameaçadores, humilhar, rejeitar e até mesmo ameaçar sexualmente um colega dentro de uma relação desigual de poder, seja por idade, desenvolvimento físico ou relações com o grupo são classificados como bullying. O problema pode ocorrer em qualquer ambiente social – em casa, no clube, no local de trabalho etc –, mas é na escola que se manifesta com mais freqüência.
O primeiro a relacionar a palavra ao fenômeno foi Dan Olweus, professor da Universidade da Noruega. Ao pesquisar as tendências suicidas entre adolescentes, Olweus descobriu que a maioria desses jovens tinha sofrido algum tipo de ameaça e que, portanto, bullying era um mal a combater.
O Bullying é um problema mundial, encontrado em qualquer escola, não se restringindo a um tipo específico de instituição. Esse 'fenômeno' começou a ser pesquisado há cerca de dez anos na Europa, quando se descobriu que ele estava por trás de muitas tentativas de suicídio entre adolescentes. Geralmente os pais e a escola não davam muita atenção para o fato, que acreditavam não passava de uma ofensa boba demais para ter maiores conseqüências. No entanto, por não encontrar apoio em casa, o jovem recorria a uma medida desesperada. E no Brasil a situação não é diferente.
"O bullying é praticado em 100% das escolas de todo o mundo. Na maioria das vezes, ele é visto como brincadeira própria do amadurecimento da criança. Mas é devido a essa interpretação equivocada que a prática vem se alastrando cada vez mais. Por outro lado, não devemos generalizar e creditar ao bullying todas as situações que ocorrem dentro e fora da escola, ou de forma virtual. Primeiramente, temos que conhecer o fenômeno e saber diferenciá-lo das brincadeiras próprias da idade", explica a professora Cleo Fante, autora dos livros "Bullying Escolar" e "Bullying e Desrespeito: Como Acabar com Essa Cultura na Escola" (ambos da Editora Artmed), que desde desde 2000 vem pesquisando a questão da violência nas escolas, dedicando-se especialmente ao estudo do fenômeno bullying.
Cleo Fante, autora de Bullying Escolar e Bullying e Desrespeito: Como Acabar com Essa Cultura na Escola Segundo Cleo Fante, o fenômeno vem crescendo em todo o mundo. Em 2000, a média mundial era de 7% a 24% de envolvidos. Hoje, a média é de 5% a 35%. No Brasil os índices são elevados. No estudo, feito com um grupo de 2000 alunos, na região de São José do Rio Preto, interior de São Paulo, descobriu-se que 49% estavam envolvidos em casos de bullying. Desses, 22% foram considerados vítimas, 15% agressores e 12% vítimas agressoras (aquelas que reproduzem os maus-tratos recebidos). "Caso as escolas não adotem medidas preventivas, o fenômeno pode expandir cada vez mais. Isso se justifica pelo fato de que muitas vítimas reproduzem os maus-tratos sofridos. Muitos agressores também acabam se tornando vítimas, num ciclo vicioso de vitimização", afirma Cleo Fante.
Quem já não teve um apelido ofensivo na escola? Ou mesmo sofreu na mão de um grupo de colegas que o transformava em 'bode espiatório' de brincadeiras no colégio? Exemplos não faltam. Entre alguns deles está o da gaúcha Daniele Vuoto, que conta toda a sua história em um blog onde também discute sobre o assunto e troca experiências com outras vítimas desse tipo de agressão, psicológica, física e até de assédio sexual.
"O aluno alvo de bullying se culpa muito pelo que acontece, e é preciso esclarecer isso: um aluno que agride outro, na verdade, também precisa de ajuda, pois está diminuindo o outro para se sentir melhor, e certamente não é feliz com isso, por mais de demonstre o contrário. A turma entra na onda por medo, não por concordar. Enxergar a situação dessa forma pode ajudar muito", conta Daniele.
Porém, a realidade de vítimas que 'sofrem em silêncio', como Daniele explica em seu blog, está mudando. Além de atitudes como a da estudante, em que pessoas utilizam a internet para procurar ajuda e trocar experiências, o assunto vêm ganhando corpo e se tornando pauta de veículos de comunicação de massa, a exemplo das matérias veiculadas no Jornal Nacional, da Rede Globo, e em discussões como a realizada no programa Happy Hour, do canal a cabo GNT.
O papel das escolas
Atualmente, diversas pesquisas e programas de intervenção anti-bullying vêm se desenvolvendo na Europa e na América do Norte. Um projeto internacional europeu, intitulado Training and Mobility of Research (TMR) Network Project: Nature and Prevention of Bullying, mantido pela Comissão Européia, teve a sua conclusão em 2001 e engloba campanhas do Reino Unido, Portugal, Itália, Alemanha, Grécia e Espanha.
Diversas discussões com os representantes das escolas participantes no programa foram desenvolvidas para obtenção de alguns princípios básicos na política de intervenção, e estabeleceu-se que, em cada unidade de ensino seria criado um Conselho formado por representantes da comunidade escolar, capaz de definir e priorizar as ações de acordo com os contextos sociais e políticos locais, buscando-se, assim, as soluções mais factíveis para a resolução dos problemas relacionados ao bullying.
No Brasil, o bullying ainda é pouco pesquisado, comentado e estudado, motivo pelo qual não temos indicadores que nos forneçam uma visão global para que possamos compará-lo aos demais países, a não ser dados de alguns estudos. Em levantamento realizado pela professora Ione da Silva Cunha Nogueira (2003) das teses e dissertações sobre o tema “escola e violência” nos programas de Pós-Graduação em Educação da Unesp/Araraquara, abrangendo o período de 1990 a 2000, a autora menciona que, dos trinta e seis trabalhos encontrados nesse período, nenhuma das pesquisas teve como alvo principal o bullying escolar, e sim a violência no ambiente escolar.
Embora as pesquisas ainda sejam modestas, já existem algumas medidas práticas sendo adotadas no país. Entre os dias 28 e 29 de março deste ano, por exemplo, a cidade de João Pessoa, na Paraíba, sediou o I Seminário Paraibano sobre Bullying Escolar. Organizado pela Promotoria de Justiça da Infância e da Adolescência da Paraíba, em parceria com os governos municipal e estadual e o apoio de instituições privadas, o evento teve como objetivo, além de debater o assunto, orientar profissionais da Educação e do Judiciário sobre como lidar com esse problema. A Promotoria de Justiça elaborou um requerimento para acrescentar os casos de bullying ao Disque 100, número nacional criado para denunciar crimes contra a criança e ao adolescente. O documento foi enviado para o Ministério da Justiça e à Secretaria Especial de Direitos Humanos.
Além disso já existe um projeto de lei, de 2007, que autoriza o Poder Executivo a instituir o Programa de Combate ao Bullying, de ação interdisciplinar e de participação comunitária, nas escolas públicas e privadasdo Estado de São Paulo.
Aos diretores, coordenadores e diretores das escolas*
Dicas para reduzir o Bullying dentro das escolas:
Desde o primeiro dia de aula, avisem aos alunos que não será tolerado Bullying nas dependências da escola. Todos devem se comprometer com isso: não o praticando e avisando à direção sempre que ocorrer um fato dessa natureza.
Promovam debates sobre Bullying nas classes, fazendo com que o assunto seja bastante divulgado e assimilado pelos alunos.
Estimulem os estudantes a fazerem pesquisas sobre o tema na escola, para saber o que alunos, professores e funcionários pensam sobre o Bullying e como acham que se deve lidar com esse assunto.
Convoquem assembléias, promovam reuniões ou fixem cartazes, para que os resultados da pesquisa possam ser apresentados a todos os alunos.
Facultem a oportunidade de que os próprios alunos criem regras de disciplina para suas próprias classes. Essas regras, depois, devem ser comparadas com as regras gerais da escola, para que não haja incoerências.
Da mesma maneira, permitam que os alunos busquem soluções capazes de modificar o comportamento e o ambiente.
Sempre que ocorrer alguma situação de Bullying, procurem lidar com ela diretamente, investigando os fatos, conversando com autores e alvos. Quando ocorrerem situações relacionadas a uma causa específica, tentem trabalhar objetivamente essa questão, talvez por meio de algum projeto que aborde o tema. Evitem, no entanto, focalizar alguma criança em particular.
Nos casos de ocorrência de Bullying, conversem com os alunos envolvidos e digam-lhes que seus pais serão chamados para que tomem ciência do ocorrido e participem junto com a escola da busca de soluções.
Interfiram diretamente nos grupos, sempre que isso for necessário para quebrar a dinâmica de Bullying. Façam os alunos se sentarem em lugares previamente indicados, mantendo afastados possíveis autores de Bullying, de seus alvos.
Conversem com a turma sobre o assunto, discutindo sobre a necessidade de se respeitarem as diferenças de cada um. Reflita com eles sobre como deveria ser uma escola onde todos se sentissem felizes, seguros e respeitados.
*Fonte: Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção a Infância e a Adolescência (ABRAPIA).
Ciberbullying - perigo anônimo
A internet, que pode ser um instrumento de auxílio às vítimas – como no exemplo de Daniele - também é usada por agressores em uma forma ainda mais prejudicial de bullying, o ciberbullying, que transfere para a internet as agressões que acontecem na sala de aula, no pátio e nos arredores do colégio, transcendendo os limites da instituição de ensino.
Hostilidades sempre existiram no ambiente escolar, mas elas se potencializam na rede mundial de computadores, diante da facilidade atual de criar páginas e comunidades na internet. Para humilhar colegas de escola, os meios utilizados vão desde e-mails e mensagens de celular, passando por fotografias digitais e montagens degradantes, a blogs com mensagens ofensivas. Os ataques também tomam forma em vídeos humilhantes e ofensas em salas de bate-papo.
"No mundo real, a agressão tem começo, meio e fim. Na internet, ela não acaba, fica aquele fantasma", compara Rodrigo Nejm, psicólogo e diretor de prevenção da SaferNet Brasil, ONG cujo foco é desenvolver trabalhos contra a pornografia infantil na web. O resultado preliminar de uma enquete sobre segurança na internet realizada no site da ONG assusta: 46% de 510 crianças e adolescentes que responderam ao questionário afirmam que foram vítimas de agressões pela internet ao menos uma vez; 34,8% dizem que foram agredidos mais de duas vezes.
"A forma virtual é mais fácil de ser empregada do que as demais (física, verbal, sexual, material, psicológica), pois basta um toque na tecla 'enviar' para que os ataques se tornem reais. Tudo pode ser feito de forma anônima", explica Cleo Fante. Na escola, a identificação é mais fácil. Dependendo do grau de intensidade, as conseqüências podem incidir na saúde física, mental e na aprendizagem. Na Inglaterra, essa forma de praticar bullying foi responsável pelo suicídio de alguns adolescentes. E nesta categoria de bullying, não só os colegas da escola são vítimas, mas também professores, coordenadores e diretores de escolas. "Qualquer um de nós pode se tornar vítima de ataques virtuais e se deparar com fotografias montadas, piadinhas, comentários sexistas ou racistas sobre nossa própria intimidade", afirma Cleo Fante.
Segundo um estudo inglês encomendado pela Secretaria da Educação da Inglaterra, a popularização de equipamentos eletrônicos e o acesso à web agravou os casos de bullyng. Na pesquisa, 70% das crianças entre 12 e 15 anos afirmam já terem sido vítimas de ciberbullyng, que pode ser a publicação de foto montagens na internet, a divulgação de vídeos da criança sendo ofendida ou agredida por colegas entre outras formas de constrangimento.
No texto, os pesquisadores afirmam que o bullyng é registrado em diversos países e culturas e pode gerar distúrbios graves nas crianças vítimas deste tipo de assédio. Entre as conseqüências estão o isolamento da criança, a piora no seu nível de aprendizado e a formação de pessoas violentas. O estudo sugere uma ação mais ativa por parte das instituições de ensino para identificar e punir alunos que agridem colegas e sugere que o tema seja discutido em sala de aula, a fim de gerar uma cultura contra o bullying.
Algumas instituições brasileiras de ensino já têm tomado providências práticas para coibir o bullying. Na Escola Estadual Professor Walfredo Arantes Caldas, de São Paulo, alguns professores montaram um blog que informa e discute o problema com seus alunos.
Soluções
De acordo com Daniele, o primeiro passo é que a vítima precisa compreender que ser alvo dessa violência não é motivo de vergonha. Perceber que o silêncio não resolve nada e pedir ajuda. Contar para os pais ou alguém de confiança, além da direção da escola.
"Fazer cursos fora do colégio, atividades com outras pessoas, até cuidar de um bichinho, são coisas simples que ajudam a recuperar a auto-estima. Quanto mais ler sobre o assunto, melhor. Aí aos poucos o aluno vê que não tem culpa do que acontece, e que quem o agride também precisa de ajuda, afinal, agredir outro para se sentir melhor não é algo saudável", acredita.
A discussão também é vista por Cleo Fante como parte da solução do problema. Segundo ela, mesmo a escola não sendo muitas vezes o palco direto dessa forma de ataque, é um espaço que favorece a continuidade dos maus-tratos. Nesse sentido, ela recomenda que especialistas no assunto discutam com os profissionais da escola e com os alunos, encontrando maneiras de prevenir o bullying em suas diversas formas, com o objetivo de melhorar a qualidade das relações pessoais e de ensino.
Be-a-Bá do bullying*
O que é:
Bullying é um conjunto de comportamentos agressivos, intencionais e repetitivos que são adotados por um ou mais alunos contra outros colegas, sem motivação evidente. Em princípio, pode parecer uma simples brincadeira, mas não deve ser visto desta forma. A agressão moral, verbal e até corporal sofrida pelos alunos provoca dor, angústia e sofrimento na vítima da "brincadeira", que pode entrar em depressão.
As principais formas de maus-tratos:
Físico (bater, chutar, beliscar).
Verbal (apelidar, xingar, zoar).
Moral (difamar, caluniar, discriminar).
Sexual (abusar, assediar, insinuar).
Psicológico (intimidar, ameaçar, perseguir).
Material (furtar, roubar, destroçar pertences).
Virtual (zoar, discriminar, difamar, por meio da internet e celular).
Sinais de que seu filho é vítima bullying
Apresenta com freqüência desculpas para faltar às aulas ou indisposições como dores de cabeça, de estômago, diarréias, vômitos antes de ir à escola.
Pede para mudar de sala ou de escola, sem apresentar movitos convincentes
Apresenta desmotivação com os estudos, queda do rendimento escolar e dificuldades de concentração e aprendizagem.
Volta da escola irritado ou triste, machucado, com as roupas ou materiais sujos ou danificados.
Apresenta aspecto contrariado, deprimido, aflito, ou tem medo de voltar sozinho da escola.
Possui dificuldades de relacionar-se com os colegas e fazer amizades.
Vive isolado em seu mundo e não querer contato com outras pessoas que não façam parte da família.
O que fazer se o seu filho é vítima
Observe qualquer mudança no comportamento.
Estimule para que fale sobre o seu dia-a-dia na escola.
Não culpe a criança pela vitimização sofrida.
Transforme o seu lar num local de refúgio e segurança.
Ajude a criança a expressar-se com segurança e confiança.
Valorize os aspectos positivos da criança e converse sobre suas dificuldades pessoais e escolares.
Procure ajuda psicológica e de profissionais especializados.
Sinais de que seu filho pratica bullying.
Apresenta distanciamento e falta de adaptação aos objetivos escolares.
Volta da escola com ar de superioridade, exteriorizando ou tentando impor sua autoridade sobre alguém.
Apresenta aspecto e/ou atitudes irritadiças, mostrando-se intolerante frente a qualquer situação ou aos diferentes aspectos das pessoas.
Costuma resolver seus problemas, valendo-se da sua força física e/ou psicológica.
Apresenta atitude hostil, desafiante e agressiva com os irmãos e pais, podendo chegar a ponto de atemorizá-los sem levar em conta a idade ou a diferença de força física.
Porta objetos ou dinheiro sem justificar sua origem.
Apresenta habilidades em sair-se de "situações difíceis".
O que fazer se o seu filho pratica bullying
Observe atentamente o comportamento e os sentimentos expressos pela criança.
Mantenha tranqüilidade e calma. Converse, objetivando encontrar os motivos que o levam a agir desta maneira.
Reflita sobre o modelo educativo que você está oferecendo ao seu filho.
Evite bater ou aplicar castigos demasiadamente severos. Isso só poderá promover raiva e ressentimentos. Procure profissionais que possam auxiliá-lo a lidar com esse tipo de comportamento.
Dê segurança e amor.
Incentive a mudança de atitudes. Um bom começo é pedir desculpas e deixar a vítima em paz.
Não ignore o fato ou ache desculpas para as suas atitudes. Lembre-se que com o tempo esse comportamento pode conduzir a uma vida delituosa e infeliz.
Procure a direção da escola ou ajuda de um conselho tutelar.
Participe de projetos solidários propostos pela escola e incentive seu filho a participar.
*Fonte: Centro Multiprofissional de Estudos e Orientação Sobre o Bullying Escolar (CEMEOBES).
Saiba mais
>> Texto de Cleo Fante tipo slideshow, com info resumidas, dados estatísticos, entre outros
>> VideoChat que aconteceu após matéria exibida no programa Fantástico, da TV Globo
>> Livro "Violência nas Escolas", produto de uma linha de pesquisas da UNESCO – Brasil, que desde 1997 focaliza temas como: juventude, violência, cidadania e vulnerabilidade social
>> Aula em power point sobre Bullying disponibilizada pelo site observatório da infância
sábado, 16 de maio de 2009
Colegas Meu muito obrigada pela lembrança do meu aniversário.
e te agradecer pela lembrança,
você realmente sabe como agradar alguém.
Ser lembrado é uma coisa deliciosa,
mas vindo de uma pessoa que eu gosto tanto, fica melhor ainda.
Muito obrigado, eu nunca mais vou esquecer seu gesto
e sempre que puder vou tentar retribuir com muita alegria,
eu quero que você seja muito feliz
e que receba todas as graças desta vida fazendo dos seus dias,
dias de emoção e harmonia.
Obrigado...
Adorei o presente e a comemoração do meu aniversário. Ser feliz é o meu lema!!!!!!!!!!!! E vocês me ajudam... Valeu!
Prof. Ingrid Costa
domingo, 10 de maio de 2009
A origem do Dia das Mães

A mais antiga comemoração dos dias das mães é mitológica. Na Grécia antiga, a entrada da primavera era festejada em honra de Rhea, a Mãe dos Deuses.
O próximo registro está no início do século XVII, quando a Inglaterra começou a dedicar o quarto domingo da Quaresma às mães das operárias inglesas. Nesse dia, as trabalhadoras tinham folga para ficar em casa com as mães. Era chamado de "Mothering Day", fato que deu origem ao "mothering cake", um bolo para as mães que tornaria o dia ainda mais festivo.
Nos Estados Unidos, as primeiras sugestões em prol da criação de uma data para a celebração das mães foi dada em 1872 pela escritora Júlia Ward Howe, autora de "O Hino de Batalha da República".
Mas foi outra americana, Ana Jarvis, no Estado da Virgínia Ocidental, que iniciou a campanha para instituir o Dia das Mães. Em 1905 Ana, filha de pastores, perdeu sua mãe e entrou em grande depressão. Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a idéia de perpetuar a memória de sua mãe com uma festa. Ana quis que a festa fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas, com um dia em que todas as crianças se lembrassem e homenageassem suas mães. A idéia era fortalecer os laços familiares e o respeito pelos pais.
Durante três anos seguidos, Anna lutou para que fosse criado o Dia das Mães. A primeira celebração oficial aconteceu somente em 26 de abril de 1910, quando o governador de Virgínia Ocidental, William E. Glasscock, incorporou o Dia das Mães ao calendário de datas comemorativas daquele estado. Rapidamente, outros estados norte-americanos aderiram à comemoração.
Finalmente, em 1914, o então presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson (1913-1921), unificou a celebração em todos os estados, estabelecendo que o Dia Nacional das Mães deveria ser comemorado sempre no segundo domingo de maio. A sugestão foi da própria Anna Jarvis. Em breve tempo, mais de 40 países adotaram a data.
"Não criei o dia das mães para ter lucro"
O sonho foi realizado, mas, ironicamente, o Dia das Mães se tornou uma data triste para Anna Jarvis. A popularidade do feriado fez com que a data se tornasse uma dia lucrativo para os comerciantes, principalmente para os que vendiam cravos brancos, flor que simboliza a maternidade. "Não criei o dia as mães para ter lucro", disse furiosa a um repórter, em 1923. Nesta mesmo ano, ela entrou com um processo para cancelar o Dia das Mães, sem sucesso.
Anna passou praticamente toda a vida lutando para que as pessoas reconhecessem a importância das mães. Na maioria das ocasiões, utilizava o próprio dinheiro para levar a causa a diante. Dizia que as pessoas não agradecem freqüentemente o amor que recebem de suas mães. "O amor de uma mãe é diariamente novo", afirmou certa vez. Anna morreu em 1948, aos 84 anos. Recebeu cartões comemorativos vindos do mundo todos, por anos seguidos, mas nunca chegou a ser mãe.
Cravos: símbolo da maternidade
Durante a primeira missa das mães, Anna enviou 500 cravos brancos, escolhidos por ela, para a igreja de Grafton. Em um telegrama para a congregação, ela declarou que todos deveriam receber a flor. As mães, em memória do dia, deveriam ganhar dois cravos. Para Anna, a brancura do cravo simbolizava pureza, fidelidade, amor, caridade e beleza. Durante os anos, Anna enviou mais de 10 mil cravos para a igreja, com o mesmo propósito. Os cravos passaram, posteriormente, a ser comercializados.
No Brasil
O primeiro Dia das Mães brasileiro foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, no dia 12 de maio de 1918. Em 1932, o então presidente Getúlio Vargas oficializou a data no segundo domingo de maio. Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica.
Texto compilado das seguintes fontes
- Pesquisa de Daniela Bertocchi Seawright para o site Terra,
http://www.terra.com.br/diadasmaes/odia.htm
Fontes / Imagens:
· Norman F. Kendall, Mothers Day, A History of its Founding and its Founder, 1937.
· Main Street Mom
· West Virginia Oficial Site
- O Guia dos Curiosos - Marcelo Duarte. Cia da Letras, S.P., 1995.
- Revista Vtrine - artigo - Abril, S.P., 1999
sábado, 9 de maio de 2009
Furg adere parcialmente ao novo Enem
Melina Brum Cezar (Jornal Agora – 09/05/2009)
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Profª Ingrid
quarta-feira, 6 de maio de 2009
O que vai mudar na sala de aula
( 06 de maio de 2009 - Jornal Zero Hora)
Intenção da SEC é agrupar as disciplinas em quatro áreas de forma gradual a partir de 2010
A secretária estadual da Educação, Mariza Abreu, afirmou ontem que a nova organização dos conteúdos escolares na rede estadual será aplicada de forma gradual a partir de 2010. A proposta que agrupa as disciplinas em quatro áreas do conhecimento prevê o treinamento de professores para que lecionem, também, outras matérias. O projeto será levado à Assembleia Legislativa no mês que vem.
– Não significa que o currículo vai abandonar as disciplinas, mas que estará organizado em áreas em que as pessoas terão de trabalhar de forma integrada. O mesmo professor tem que dominar as disciplinas de sua área – diz Mariza.
A implementação do projeto, na avaliação da secretária, exigirá mudanças nos cursos de formação de professores. Para o Cpers, é um equívoco fazer um professor lecionar em disciplinas como biologia, física e química tendo ele formação em apenas uma.
sábado, 2 de maio de 2009
sábado, 25 de abril de 2009
1º de MAIO - DIA DO TRABALHO
Reprodução
A palavra trabalho deriva do latim tripalium, objeto de três paus aguçados utilizado na agricultura e também como instrumento de tortura. Mas ao trabalho associamos a transformação da natureza em produtos ou serviços, portanto em elementos de cultura. O trabalho é, desse modo, o esforço realizado, e também a capacidade de reflexão, criação e coordenação.
Ao longo da história, o trabalho assumiu múltiplas formas. Um importante pensador sobre esse assunto foi Karl Marx. Para esse autor, o trabalho, fruto da relação do homem com a natureza, e do homem com o próprio homem, é o que nos distingue dos animais e move a História.
Mas o trabalho no mundo capitalista assumiu uma forma muito específica: o emprego assalariado. Como isso acontece? Quais as conseqüências desse modelo?
Trabalho e salário
A invenção da máquina a vapor marcou o início da Revolução Industrial
Reprodução
Nas sociedades européias, depois da Idade Média, a idéia do trabalho regular se impõe aos poucos. É o início do Capitalismo. Essa nova concepção vai além da atividade agrícola marcada pelos ciclos da natureza.
À medida que se aprofundam as relações típicas da sociedade capitalista, ocorre a valorização do capital, com a transformação de insumos em produtos, em mercadorias e em lucros.
Os donos do capital se apropriam dos meios de produção, o que significa que eles compram, com salários, a força de trabalho daqueles que passam a viver desse trabalho.
As longas jornadas são definidas pelo capital e perdem a relação natural com o movimento da Terra, com as estações do ano ou clima. O tempo pertence ao capital, que exige trabalho.
As primeiras fábricas de tecelagem Reprodução
As pequenas oficinas onde se produziam os artefatos vão perdendo espaço para o surgimento das fábricas. As guildas ou as corporações de ofício, que reuniam mestres e artesãos, começam a tomar a forma dos primeiros sindicatos. Mas o que é essa novidade chamada "fábrica"?
Fábrica é o lugar onde os trabalhadores eram reunidos para executar diferentes tarefas para produzir uma mercadoria. Das oficinas às fábricas chega-se à manufatura, e logo aos sistemas de máquinas, à automação, às grandes fábricas capazes de produzir algo complexo do seu início até a operação final sob o comando do capitalista, representado pelo capataz ou feitor. É o longo processo da Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra no século XVII.
Ao surgimento da fábrica, corresponde o aparecimento dos sindicatos em defesa dos interesses da classe trabalhadora e em busca pela justiça na produção capitalista.
Trabalho e emprego
Os clochards do século XIX não se submetiam às regras rígidas dos meios urbanos
Clochard, obra de Roger Somville
Reprodução
Para que os trabalhadores vendessem seu trabalho em troca de salário, foi preciso destruir formas autônomas de sobrevivência, criar leis que obrigassem pessoas livres a trabalhar, reprimir todos aqueles vistos pela elite dominante como vagabundos e indignos. Desse modo, o trabalho no mundo capitalista ganhou cada vez mais a forma de emprego assalariado e sua ausência recebeu o nome de desemprego.
As palavras emprego e desemprego só passam a ter existência no vocabulário europeu a partir do final do século XIX. Até então, aqueles que conseguiam prover a própria existência eram identificados como trabalhadores (no sentido genérico), ou como profissionais pertencentes a alguma "corporação" de ofício (com sua estrutura de mestres, oficiais e respectivos liceus de artes e ofícios). Já os que não alcançavam tal intento, necessitando de algum tipo de assistência ou perambulando pelas ruas em busca de alimento, eram rigorosamente identificados e tratados pelas leis da época como pobres, vagabundos, incapazes, inválidos ou vadios.
Pouco a pouco se separam dois grupos de pobres:
de um lado, aqueles sem vínculos com o mundo do trabalho ou com vínculos esporádicos e intermitentes; ficavam à mercê da assistência social ou da caridade;
de outro, os pobres trabalhadores regulares que podiam encontrar-se temporariamente sem trabalho. Identificados como desempregados, nesse caso, terão acesso aos direitos sociais - indenização, seguro-desemprego, assistência médica etc. - garantidos pelo Estado.
Produção e consumo
Se parte dos trabalhadores foi forçada a entrar na relação de trabalho assalariada, não foi sem resistência que os trabalhadores nela permaneceram. Assim, empresas e Estado precisaram construir estratégias para controlar os trabalhadores e assegurar a produção e o consumo das mercadorias. De nada adiantaria produzir se não fosse possível vender, e nas primeiras décadas do século XX, constrói-se um modelo de organização do trabalho conhecido como taylorismo-fordismo.
Em primeiro lugar emerge o taylorismo: cada movimento do trabalhador será rigorosamente controlado por uma gerência que o vigia permanentemente. O fordismo acentua essas mudanças por meio da linha de montagem: a cada trabalhador caberia apenas uma tarefa, a ser executada em seu posto de trabalho, em um tempo determinado, por exemplo, enquanto a esteira rolante passa. Não sem razão, o movimento operário vai posicionar-se fortemente contrário a essa intensa disciplina.
O fordismo está associado a uma nova dinâmica do modo capitalista: produção em quantidade, custos baixos, grandes fábricas que produzem tudo. Começam os tempos da produção e do consumo em massa. Tal dinâmica predominará no século XX, particularmente entre a II Guerra Mundial e meados dos anos 1970, nos países desenvolvidos.
Grande parte desses países viverá um período marcado pelo crescimento econômico: emprego e direitos sociais garantidos aos trabalhadores, aumentando a renda e o consumo nas diversas classes sociais. Adolescentes e jovens pobres conseguem utilizar parte de sua renda para consumo próprio, contribuindo para a construção de mercado e cultura juvenis.
Alguns fatores - ampliação da escolaridade obrigatória para oito anos e novos padrões de comportamento, incluindo menor autoridade e controle paternos, além de maior disponibilidade de renda para consumo - foram fundamentais para que a categoria juventude ganhasse força, expandindo-se para além dos jovens estudantes das classes média e alta, bem como dos considerados "delinqüentes". Vários pesquisadores chamam atenção para o aparecimento dos grupos juvenis reunidos em torno da diversão e do consumo, com estilos próprios de vestuário e comportamento, e também para manifestações juvenis contrárias à própria sociedade de consumo.
Crise no Trabalho
O desemprego atinge níveis elevadíssimos em todo o mundo
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Parte considerável das mudanças no mundo do trabalho toma corpo a partir da segunda metade dos anos 1960. Elas estão relacionadas com:
a crise financeira norte-americana do período;
a relativa saturação do mercado consumidor nos países centrais;
a elevação dos preços do petróleo nos anos 1970;
as lutas operárias contra o trabalho repetitivo das fábricas;
o sucesso crescente da indústria japonesa na competição internacional.
Ao aprofundar-se a crítica ao padrão taylorista-fordista, novos modelos ganham espaço: por um lado, os grupos semi-autônomos adotados principalmente por fábricas suecas como a Volvo, daí o nome "volvoísmo", por outro, o modelo da indústria japonesa, particularmente nas fábricas da Toyota ("modelo japonês" e "toyotismo"): equipes flexíveis e polivalentes.
Para quem está inserido no mundo do trabalho, algo mudou: a rotina das fábricas não é tão rígida; a chefia por vezes deixa a opressão ostensiva; o trabalho daqueles que lidam com a produção industrial é menos mecânico; o objeto e a ferramenta distanciam-se das mãos do trabalhador, que lida agora com o monitoramento de símbolos e mensagens dos sistemas computadorizados; a disputa é mais intensa, a qualificação profissional surge como uma exigência maior e a educação formal transforma-se em critério de seleção.
O Brasil revela, no entanto, que essas mudanças não são uniformes. Hoje, convivemos com um trabalho que se aproxima da escravidão, e trabalho extremamente qualificado, entre os tempos de suor e graxa e uma nova "era do conhecimento" que não chegou aos quatro cantos do planeta.
O emprego estável, o vínculo duradouro, a carreira realizada em um percurso de um ou de poucos empregos, parece inexistir para a maior parte da população. A identidade com o empregador e com a própria profissão parecem situações de uma época que já se foi. O desemprego atinge patamares elevadíssimos em todo o mundo, que parecem não ceder. As diferentes situações convivem conjuntamente, ou seja, uma minoria com emprego estável e direitos garantidos, muitos desempregados e outros que vão em busca alternativas.
O trabalho passa a ser criação própria para alguns (auto-emprego, cooperativas), ou retoma sua condição de "fora-da-lei", com oficinas clandestinas, profusão de produtos denominados "piratas", ou imensa rede de atividades ilegais como opção de acesso a alguma renda. É a paradoxal economia "informal" que movimenta cifras grandiosas, ocupa milhões de trabalhadores expulsos da agricultura e da indústria.
Como é possível falar de trabalho assalariado no país em que a escravidão foi a forma de trabalho dominante até o final do século XIX?
A rigor, no Brasil, a relação assalariada não se generaliza como nos países centrais. O período pós-abolição da escravidão é marcado pela política de ampla imigração de trabalhadores que fugiam da crise em seus países de origem: italianos, espanhóis, japoneses, alemães e tantos outros, para o labor das fazendas, incipientes oficinas e fábricas, ou ainda para os serviços na cidade.
Com os imigrantes surgem as primeiras sociedades de socorro mútuo de trabalhadores, os primeiros sindicatos e confederações, as primeiras greves gerais, de 1907 e 1917. A crise social que se desenrola ao longo das três primeiras décadas do século XX é decorrente de diferentes modelos econômicos pretendidos, a vocação agrícola contra o sonho industrial.
Desenvolvimento da indústria no Brasil
Após a abolição da escravidão, escravos urbanos integram o mercado de trabalho desempenhando atividades e profissões menos valorizadas
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A chegada de Getúlio Vargas ao poder executivo significa uma ruptura com o período precedente: apesar das condições de tutela impostas à organização sindical, entre as décadas de 1930 e 1940, contraditoriamente, o país passa a contar com uma legislação trabalhista - parte dela ainda hoje em vigor na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Começava a era do emprego formal, da carteira de trabalho assinada e da previdência social, incorporando massas de trabalhadores integradas ao processo de industrialização, que ganha impulso após a II Guerra Mundial.
Dos anos 1940 aos anos 1980, o Brasil cresce intensamente, e as migrações, agora internas, suprem a necessidade de trabalhadores de uma indústria que não pára de se expandir. É o momento das grandes siderúrgicas, da indústria automobilística, da petroquímica e dos mais diversos setores produtivos que substituem a incipiente base fabril do início do século XX (produtos têxteis ou bens de consumo).
Distribuição de renda e crise
O perfil e a trajetória histórica da distribuição de renda no Brasil certamente limitam a capacidade de consumo, e por conseguinte a aquisição de bens e serviços pelo cidadão comum. Embora apresente uma das maiores populações do planeta, a renda vergonhosamente concentrada é uma imensa barreira ao crescimento econômico, por causa da reduzida demanda familiar. Se o trabalho caracterizado pelo emprego formal era fonte de direitos e caminho seguro de acesso à renda e, portanto, ao consumo, os "bicos" ou o não-trabalho associados ao desemprego são portas fechadas nesse caminho.
No final do século XX, despreparado, o país abre as portas e é inundado pelas importações. Somem-se a isso a crise fiscal do Estado, incapaz de sustentar investimentos com a subtração dos juros da dívida, e a reestruturação das empresas em busca de novas condições para competir. O resultado é o desaparecimento de milhões de empregos na economia brasileira, especialmente na indústria. A sensação predominante é de insegurança.
A carteira de trabalho assinada passa a ser um sonho, objeto de desejo e de veneração. Agora, é o chamado mercado informal que dá as cartas, um trabalho incerto e inseguro, literalmente temporário. Não é ainda o fim dos empregos, mas é o tempo do desemprego como epidemia social e econômica.
Esse desemprego não atinge igualmente a todos os indivíduos. Ele toca, principalmente, as mulheres, os afro-descentes, os jovens. Ao longo dos anos 1990, os jovens passam a encontrar cada vez mais dificuldades para ingressar e permanecer no mercado de trabalho: houve diminuição do número de jovens ocupados e da sua particip ação na população ocupada.
Para além dos números, o desemprego juvenil provoca outros debates. Algumas pesquisas tornam evidente que o trabalho dos jovens (sobretudo das mulheres) é fundamental para a construção da autonomia e da condição juvenil; a possibilidade de consumo é um meio de construção das identidades. Mas nos tempos bicudos do desemprego começa-se a questionar se os jovens não deveriam apenas estudar. Mas muitos jovens, mesmo os mais pobres, começam a reclamar pelo direito à escolha, pelo direito à educação e também ao trabalho.
fONTE: EDUCAREDE Nº315
domingo, 19 de abril de 2009
Reportagem do Jornal Agora - Feira de Ciências
Fonte: Jornal Agora - Rio Grande - Ano 33 - nº 9163 - 27 de outubro de 2008
Feira de Ciências agita comunidade escolar no Parque Marinha
Alunos da Escola Estadual Roberto Bastos Tellechea tiveram a oportunidade, na manhã do último sábado, 25, de exercer a habilidade criativa com a criação de diferentes experimentos durante a 3ª Feira de Ciências da escola. O evento envolveu os alunos do Ensino Fundamental e Médio e professores que há dois meses estão empenhados na organização e produção das experiências, além dos pais que foram convidados para prestigiar o trabalho criado pelos filhos.
Dos 85 experimentos criados pelos alunos, destaque para o dos estudantes da 8ª série Tcheperson Farias e Thiago Mello da Conceição, que desenvolveram uma armadilha para o mosquito da dengue. Utilizando materiais simples, como garrafa pet, água misturada com grãos de arroz e um pequeno pedaço de tecido, os alunos descobriram uma ótima armadilha para o inseto, sem a necessidade da utilização de produtos tóxicos.
Já o jovem Marcelo Nunes Borges, também da 8ª série, resolveu incentivar o consumo de produtos nutricionais como o leite fermentado. Segundo ele, além de saboroso, o leite possui um elevado valor de proteínas superior ao leite comum. Dentre os benefícios da bebida, está a melhora das funções intestinais, desintoxicação do intestino e aumento da expectativa de vida.
Um grupo de alunos da 5ª série, entusiasmado com as razões com que são formados os terremotos, resolveram criar um modelo de sismógrafo de papelão e, com madeira, casas de papel e um pequeno motor demonstraram a formação dos terremotos. Um dos autores do trabalho, Bruno Lourenço, explica que “a principal causa dos terremotos são os deslocamentos das placas tectônicas”, diz.
Conforme a coordenadora da feira, professora Michele Wrost, o evento teve como principal objetivo “colocar em prática as teorias vistas em sala de aula e despertar o espírito criativo dos alunos, de acordo com a curiosidade de cada um deles”, conta.
A professora afirma que, este ano, os trabalhos foram relacionados com as disciplinas de ciências exatas, mas na próxima edição do evento promete estimular os alunos a produzir trabalhos interdisciplinares para que, dessa forma, possam ser trabalhadas todas as disciplinas vistas em sala de aula.
Nádia Fontes
Reunião Pedagógica - Supervisão Escolar
Numa das reuniões pedagógicas organizada pela Prof Ingrid Costa, foi proporcionado aos professores e funcionários momentos de reflexão sobre a qualidade de vida dos mesmos e a oportunidade de usufruir da massoterapia (massagem relaxante) (Cortesia da escola da Prof Mariluz), como uma das opções possíveis para o relaxamento, como sendo uma atenção para o cuidado com a saúde mental e física, após o desgaste que o educador tem ao exercer a sua profissão.
Alguns professores e funcionários, gostaram da sugestão e procuraram posteriormente essa atividade para melhorar a sua qualidade de vida, pois alivia as tensões, diminuindo o stress.
Nessa visão, o trabalho da Supervisão Escolar, inclui trazer propostas para que o profissional se sinta bem em seu ambiente de trabalho e fora dele, para que se relacione bem consigo mesmo e com os outros e enfrente seus problemas com o maior equilíbrio possível.
Trabalhamos com música, arte, entre outras propostas para suavizar a mente, o corpo, o espírito daqueles que lidam com os sérios problemas da educação (falta de professores, falta de recursos, falta de condições de trabalho, falta de valorização, falta de respeito com o profissional, etc), embora haja muito empenho daqueles que ainda acreditam na educação como forma de mudança.
Sabemos que lidar com crianças e adolescentes é uma grande responsabilidade. É necessário que o educador tenha um equilíbrio e coerência nos seus afazeres. Mas trabalhando em diversas escolas, lidando com tantas pessoas diferentes e linhas de trabalhos diferentes, torna-se muito difícil desempenhar o seu papel sem passar por muita tensão. Pensando na saúde do nosso educador (todos os envolvidos com a educação da escola), procuramos buscar formas para que ele tenha um tempo para refletir como está a sua vida profissional/pessoal; apresentar opções; oportunizar o experimento; com o propósito de que possa ter uma vida mais saudável. Uma pessoa saudável é mais feliz. Uma pessoa feliz faz o seu trabalho bem. E quem sai ganhando? Todos, principalmente o nosso aluno que é a razão de ser da nossa escola.
(Prof. Ingrid Costa - Professora e Supervisora Escolar)

