domingo, 28 de fevereiro de 2010

Equipe Diretiva 2010

EQUIPE DIRETIVA

O diretor(a) é o elemento que representa legalmente a escola e tem como encargo a administração do estabelecimento, como chefe imediato dos vice-diretores(a) e mediato dos professores(as) e funcionários(as). Tem como incumbência geral dirigir e supervisionar todas as atividades realizadas em consonância com a Proposta Pedagógica e as deliberações do Conselho Escolar, respeitando as disposições legais.
O vice-diretor é o elemento co-participante da direção, substituto legal do diretor e chefe imediato dos professores e funcionários, no turno no qual atua.

A equipe diretiva no ano de 2010:
DIRETOR – Prof Fabrício Antunes
VICE-DIRETORA MANHÃ – Profª Carmen Marchand
VICE-DIRETORA TARDE – Profª Mauren Oliveira
VICE-DIRETOR NOITE - Prof Elfrides

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Bixo aos 70!


O suspense criado pelo anúncio do listão no rádio foi quebrado ao meio-dia de ontem.

Por telefone, o genro Paulo Roberto Rubira se antecipou e deu boa notícia: a dona de casa Carmem Campos Eifler Sayão estava aprovada no vestibular de História da Universidade Federal de Rio Grande (Furg). Tornou-se bixo no curso de História aos 70 anos.

A internet interrompeu a espera na casa de Carmem. Com o listão dos 2.361 novos universitários no site da instituição, bastou consultar a web para terminar com a expectativa.

Estudando nos intervalos das tarefas domésticas, em uma escrivaninha ao pé da janela, no canto da sala de estar, Carmem fez o suficiente para se defender. Passou em um curso com quase um candidato por vaga. Foi a 39ª dos 40 aprovados.

– Para quem vivia fazendo palavras cruzadas e cuidando da casa, é uma vitória – afirma.

Os festejos tiveram ovo, farinha e a tradicional pintura. Após a comemoração, a avó já tem o compromisso universitário: vai ao Campus Carreiros realizar a matrícula.

– Em breve, vão me ver de toga.

A trajetória vitoriosa
- A aprovação foi um feito para Carmen, que trocou os estudos pelo trabalho aos 14 anos, na 5ª série do então primário, e aos 16 se casou.
- Ela deixou de estudar quando morava em Porto Alegre, em 1953. Ao casar com o rio-grandino José Inácio, mudou-se para o sul do Estado, onde criou oito filhos. Ela ainda tem 21 netos e dois bisnetos
- Após a morte do marido, há 11 anos, Carmen passou a ser estimulada pelos filhos a voltar para a escola. Aos 68 anos, em 2007, trocou as novelas para fazer aulas noturnas no Ensino para Jovens e Adultos (EJA)


06/02/2010 - Zero Hora


quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Trabalho de Inglês dos alunos do Ens. Médio - sob a orientação da Prof Igacy Costa

Regime Escolar da Escola Tellechea

DO REGIME ESCOLAR:

8.4.1 – Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio:
a) A Educação Infantil atende a faixa etária dos 5 anos completos;
b) O ingresso no 1ª ano do Ensino Fundamental de nove anos é a partir dos 6 anos completos;
c) O Ensino Fundamental tem a seguinte nomenclatura e organização:

ENSINO FUNDAMENTAL
ANOS INICIAIS ANOS FINAIS
1º ano
2º ano
3º ano
4º ano
5º ano
6º ano
7º ano
8º ano
9º ano


d) A promoção do aluno do 1º ano para o 2º ano do Ensino Fundamental, ao final do ano é automática, sendo emitido um Parecer Descritivo;
e) No 2º ano do Ensino Fundamental haverá continuidade da alfabetização;
f) A organização curricular no 3º, 4º e 5º anos do Ensino Fundamental é feita por Áreas de Estudo;
g) A organização curricular no 3º, 4º e 5º anos do Ensino Fundamental de nove anos será feita por Áreas de Estudo;
h) Nos anos Finais do Ensino Fundamental de nove anos a organização curricular será feita por Disciplinas;
i) A Escola adota o regime seriado anual para o Ensino Fundamental de nove anos.


8.5– METODOLOGIA
A metodologia deve:
a) Ter como base a relação entre teoria e prática, privilegiando a reflexão sobre o ensino-aprendizagem;
b) Relacionar a prática vivida pelo aluno com os conteúdos propostos pelo professor, promovendo a ruptura do sistema, proporcionando reflexão, análise, produção e síntese de forma crítica e construtiva;
c) Promover a interação em aula, organizando tarefas que proporcionem a circulação de informações;
d) Proporcionar ambiente pedagógico necessário ao processo de alfabetização, a partir do 1º ano do Ensino Fundamental;
e) Oportunizar projetos interdisciplinares que favoreçam o domínio dos princípios científicos e tecnológicos do mundo moderno, tendo em vista a construção do conhecimento através de uma proposta curricular dialógica vinculada à realidade social;
f) Oferecer atividades diferenciadas que oportunizem ao aluno conhecimentos necessários para o exercício consciente da cidadania;
g) Proporcionar estratégias de ensino para o desenvolvimento da expressão oral, da escrita, possibilitando a construção do pensamento crítico;
h) Empregar técnicas socializantes para a troca de experiências, crescimento como pessoa, aceitação do outro na construção do saber coletivo e da cidadania;
i) Utilizar recursos didáticos variados despertando no aluno motivação para a aprendizagem, reconhecendo a importância da mesma para sua formação como cidadão consciente, crítico, construtivo e participativo na sociedade.


8.6 – AVALIAÇÃO
a) É ampla, contínua, gradual, cumulativa, cooperativa envolvendo professores, alunos, pais, Equipe Diretiva e Serviços Especializados da Escola;
b) A Escola vê avaliação como instrumento sistemático, contínuo e integral, a fim de determinar as mudanças necessárias para o aperfeiçoamento do projeto pedagógico;
c) Visa diagnosticar, informar e orientar o aluno e a família sobre o aproveitamento e as situações que envolvem o processo ensino-aprendizagem.

8.6.1 – Avaliação da Escola:
a) É realizada durante e ao final do ano letivo, por meio de reunião com a Comunidade Escolar;
b) As constatações resultantes deste processo de avaliação, servem de base para replanejamento do Plano Escolar;

8.6.2 – Avaliação do Aluno:
a) Compreende a verificação do aproveitamento do aluno em relação ao conhecimento adquirido, através várias estratégias, ao longo e ao término do ano letivo;
b) Engloba os aspectos qualitativos que preponderam sobre os quantitativos;
c) O resultado do aproveitamento escolar é comunicado aos pais através de reuniões participativas;
8.6.3 – Educação Infantil
a) São avaliadas as diversas habilidades e capacidades do aluno sem valores quantitativos;
b) O resultado dessa avaliação é transmitido aos pais em reunião trimestral, através de Parecer Descritivo e não tem fins classificatórios.

8.6.4 – Ensino Fundamental de nove anos:
a) A avaliação como parte do processo educativo é ampla, contínua, gradual, cumulativa, integral e sistemática, envolvendo alunos, professores, pais, Serviços de Supervisão e Orientação e Equipe Diretiva da Escola e serve de base para determinar as mudanças necessárias para o aperfeiçoamento do Projeto Pedagógico;
b) Visa diagnosticar, informar e orientar o aluno e a família sobre o aproveitamento e as situações que envolvem o processo de ensino-aprendizagem;
c) Compreende a verificação do conhecimento adquirido, preponderando os aspectos qualitativos sobre os quantitativos;
d) O resultado da avaliação é comunicado aos pais através de reuniões participativas, trimestralmente;
e) No processo ensino-aprendizagem são aplicados vários instrumentos de avaliação, para verificar a aprendizagem do aluno e atender as peculiaridades de cada um, de acordo com a proposta pedagógica da Escola;
f) O resultado do aproveitamento do aluno, no 1º e 2º ano do Ensino Fundamental de nove anos, é informado através de Parecer Descritivo, trimestralmente;
g) No 1º ano do Ensino Fundamental de nove anos, ao final do ano letivo, o aluno é promovido automaticamente para o 2º ano, independente do nível de alfabetização em que se encontra, sendo emitido um Parecer Descritivo;
h) No 2º ano do Ensino Fundamental de nove anos, ao final do ano letivo, o aluno deverá ter completado a alfabetização para ser promovido ao ano seguinte, após as Provas Finais de Leitura e Escrita o resultado final será informado através de um Parecer Descritivo, que expressará se o aluno alcançou ou não os objetivos propostos;
i) Do 3º ao 9º ano do Ensino Fundamental de nove anos o aproveitamento do aluno é expresso através de notas, trimestralmente;
j) A avaliação do aluno é realizada na escala de zero (0) a 10,0 (dez);
k) As notas zero, um e dez devem aparecer por extenso;
l) No 3º, 4º e 5º ano do Ensino Fundamental de nove anos a avaliação será feita por Componente Curricular;
m) Do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental de nove anos a avaliação será feita por Disciplina;
n) Do 3º ao 9º ano do Ensino Fundamental de nove anos, o aproveitamento final do aluno será a Média Anual, resultado da média aritmética dos trimestres; sendo considerado Aprovado o aluno que alcançar Média Anual sete (7,0);
o) O aluno que obtiver média anual inferior a sete (7,0) terá direito ao horário de Atendimento Especial, após o qual fará as Provas Finais (Exames);
p) A Média Final para Aprovação após Provas Finais é cinco (5,0).
q) A Média Final é resultado da soma da Média Anual e a nota da Prova Final, dividido por dois;
u) Na disciplina de Educação Física as Provas Finais serão 50% teóricas e 50% práticas.

8.7– EXPRESSÃO DOS RESULTADOS DA AVALIAÇÃO
Os resultados da Avaliação são expressos através de Parecer Descritivo, para os alunos do 1º e 2º ano e, a partir do 3º até o 9º ano através de notas de zero (0) a dez (10,0), no Ensino Fundamental de nove anos.

8.7.1 - EXPRESSÃO DOS RESULTADOS DOS ALUNOS TRANSFERIDOS
Os resultados dos alunos recebidos por transferência são expressos sem alterar a forma utilizada pela escola de origem.

8.8 – DOS ESTUDOS DE RECUPERAÇÃO
a) A Escola oferece Estudos de Recuperação ao longo dos trimestres e horários de Atendimento Especial aos alunos, ao término do ano letivo;
b) Os Estudos de Recuperação ao longo dos trimestres culminam com uma Reavaliação e prevalece a maior nota obtida pelo aluno;
c) A Reavaliação será oferecida somente aos alunos que obtiverem nota trimestral inferior à exigida pela escola: sete (7,0);
d) O aluno que, ao final do ano letivo, obtiver Média Anual inferior sete (7,0) terá direito ao horário de Atendimento Especial, após o qual fará o Exame Final.
e) Para saber quanto o aluno precisa nos Exames Finais, deve-se diminuir de 10,0 dez a Média Anual.

8.9 – DA CLASSIFICAÇÃO DOS ALUNOS
8.9.1 – Ensino Fundamental de nove anos. A classificação em qualquer série ou etapa, exceto a primeira do ensino fundamental, pode ser feita:

a) por promoção, para alunos que cursaram, com aproveitamento, a série ou fase anterior, na própria escola;
b) por transferência, para candidatos procedentes de outras escolas;
c) independentemente de escolarização anterior, mediante avaliação feita pela escola, que defina o grau de desenvolvimento e experiência do candidato e permita sua inscrição na série ou etapa adequada, conforme regulamentação do respectivo sistema de ensino.

8.9.2 – DA PROGRESSÃO PARCIAL:
Para os alunos do Ensino Fundamental não é oferecida a Progressão Parcial.

8.9.3 – DA TRANSFERÊNCIA:
a) A matrícula do aluno por transferência, havendo vaga, pode ocorrer em
qualquer época do ano, com exceção no período de Atendimento especial
(recuperação) e Provas Finais, ao término do ano letivo;
b) Aluno transferido por força da lei tem sua matrícula garantida;
c) A transferência de alunos da Escola é concedida por solicitação dos pais ou responsáveis pelo aluno, se menor, mediante atestado de vaga do outro estabelecimento de ensino;
d) O estudo do histórico escolar e dos demais documentos necessários para efetivar a matrícula é feito pelo Serviço de Supervisão Pedagógica, visando o aproveitamento de estudos ou adaptações curriculares necessárias;
e) A Escola não aceita matrícula de aluno com Progressão Parcial, devendo o mesmo cursar a série em que reprovou na(s) disciplina(s).

8.9.4 – DO APROVEITAMENTO DE ESTUDOS CONCLUÍDOS COM ÊXITO
a) O aproveitamento dos estudos realizados com Aprovação nas disciplinas do
núcleo comum é oferecido ao aluno que provém de outro estabelecimento
de ensino;
b) O estudo do histórico escolar e demais documentos apresentados pelo aluno
vindo de outro estabelecimento de ensino é feito pelo Supervisor Escolar
que deverá emitir um Parecer sobre o aproveitamento dos estudos
concluídos com êxito;
c) Os componentes curriculares do núcleo comum e estudos obrigatórios,
cursados com aprovação, são aproveitados integralmente, desde que a
aprovação no núcleo comum obrigatório seja integral;
d) O aproveitamento de estudos é oferecido a partir do 6º ano do Ensino
Fundamental de nove anos.

8.9.5 – DA ADAPTAÇÃO
a) A adaptação é um processo de atendimento especial dado ao aluno que precisa adequar-se aos Planos de Estudo e Base Curricular da Escola;
b) O aluno que provém de outro estabelecimento de ensino está sujeito a adaptações curriculares que se fizerem necessárias, sendo aproveitados os estudos realizados com aprovação nas disciplinas do núcleo comum da escola de origem; vindo de outro estabelecimento de ensino é feito pelo Supervisor Pedagógico, que deverá emitir um Parecer sobre as Adaptações curriculares necessárias;
c) A adaptação é realizada a partir do 6º ano do Ensino Fundamental de nove anos;
d) As adaptações são de caráter obrigatório para o aluno.

8.9.6 – DO AVANÇO

a) Sempre que o aluno apresentar conhecimento superior à serie que está
matriculado será oportunizado ao mesmo a possibilidade de ser promovido para o ano subseqüente, mediante avaliação e critério adotado na escola com base na legislação vigente.
8.9.7 – DO CONTROLE DA FREQÜÊNCIA
a) A freqüência às aulas é obrigatória, segundo disposições legais;
b) A freqüência mínima para Aprovação é de 75%;
c) O cálculo da freqüência é realizado sobre o total de horas letivas do ano;
d) O controle da freqüência dos alunos é de responsabilidade do professor,
registrado no Diário de Classe e transcrito para a ficha individual do aluno;
e) O aluno incapacitado de freqüentar às aulas em determinado período, por
motivo de doença,tem amparo em legislação específica,mediante comprovação
médica, tendo sua freqüência e avaliações asseguradas;
f) O aluno que por motivos religiosos, ficar impedido de comparecer ou realizar atividade avaliatória, terá assegurada uma nova oportunidade, desde que haja comprovação assinada pela autoridade ecumênica responsável;
g) O aluno que participar de atividades extracurriculares de caráter educativo, tem sua freqüência e avaliações asseguradas;
h) O aluno que não estiver presente em determinada Avaliação ou Reavaliação e apresentar, no prazo máximo de 48h úteis, uma das justificativas previstas neste Regimento, terá direito de realizar uma nova atividade avaliatória no mesmo nível e de igual valor;
i) A justificativa de ausência do aluno deve ser comunicada, pela família, em um período máximo de 48h úteis, no Serviço de Orientação Escolar;
j) O aluno com mais de 18 anos poderá ele próprio justificar suas ausências;
k) O professor deve comunicar ao Serviço de Orientação Educacional, quando o aluno apresentar infreqüência de dez (10) dias consecutivos ou mais;
l) O professor deverá verificar, periodicamente, junto ao Serviço de Orientação Educacional, a pasta de justificativas de ausências;
m) O Serviço de Orientação Educacional deve entrar em contato com a família do aluno, quando verificado o afastamento do mesmo por mais de dez(10) dias consecutivos.
8.9.8 – DOS ESTUDOS COMPENSATÓRIOS DE INFREQÜÊNCIA
a) O aluno que apresentar freqüência inferior a 75% deve realizar atividades
compensatórias de infreqüência, de caráter presencial, em todas as
disciplinas;
b) As atividades compensatórias de infreqüência são aplicadas trimestralmente,
no turno inverso ao turno regular do aluno;
c) No final do ano letivo, o aluno que apresentar freqüência inferior a 75% e
que não tenha realizado as atividades compensatórias de infreqüência
propostas será considerado Reprovado.
8.9.9 – ESTÁGIO
A escola oferece aos estudantes do Ensino Médio estágio não obrigatório de caráter opcional como forma de preparação para o trabalho produtivo. As atividades práticas do educando são realizadas em áreas diversas no ambiente de trabalho, objetivando o desenvolvimento de competências próprias para o exercício profissional e para a vida cidadã.



9. – ORGANIZAÇÃO PEDAGÓGICA


9.1 – ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR
É constituída pela Direção da Escola e Conselho Escolar.


9.1.1 – DIREÇÃO
A Direção da Escola é constituída pelo Diretor e Vice-diretores;

9.1.2 – CONSELHO ESCOLAR
A estrutura, a composição e as atribuições do Conselho Escolar são as definidas em legislação específica vigente.
O Conselho Escolar tem o papel de ser um instrumento de democratização na
Escola, por ser representação de todos os segmentos da Comunidade Escolar.


9.2 – EQUIPE PEDAGÓGICA
A Equipe Pedagógica é composta pelo (a) Supervisor (a) e/ou Coordenador(a) Pedagógico (a) e pelo Corpo Docente, com o auxílio do Serviço de Orientação Educacional.

As atribuições são:
a) Participar em conjunto da elaboração, execução e avaliação do Planejamento
Escolar;
b) Planejar em equipe as atividades pedagógicas da Escola;
c) Acompanhar o desenvolvimento do trabalho docente e discente;
d) Verificar e acompanhar o rendimento do trabalho escolar;
e) Participar de reuniões, sessões de estudo, encontros, palestras, seminários e outros para aperfeiçoamento da prática pedagógica;
f) Propiciar condições para o pleno desenvolvimento da ação pedagógica;
g) Construir coletivamente com a Comunidade Escolar o Calendário e o Planejamento Pedagógico da Escola;
h) Orientar e acompanhar o processo de recuperação das deficiências da aprendizagem;
i) Dinamizar o currículo da Escola ajustando-o às necessidades do aluno e às exigências do meio social;
j) Participar do Processo de Integração Escola – Família – Comunidade;
k) Participar do processo de avaliação com prática pedagógica sistemática do processo ensino-aprendizagem.


9.3 – CONSELHO DE CLASSE:
a) O conselho de classe é participativo, constituído pelo Regente de turma,
professores, alunos, Serviço de Orientação Educacional e Serviço de
Supervisão Escolar;
b) O Conselho de Classe é coordenado pelo Orientador Educacional e/ou
Supervisor Pedagógico com auxílio do professor regente de turma;
c) Cabe ao Conselho de Classe verificar as dificuldades da turma ou do aluno
quanto ao aproveitamento, freqüência e relacionamento, traçando estratégia
para superação das dificuldades e incentivo aos destaques positivos;
d) O Conselho de Classe se reúne em sessões ordinárias trimestrais e ao final do
ano letivo e sempre que necessário, em sessões extraordinárias;
e) Ao final do ano letivo o Conselho deve discutir os casos de reprovação do aluno em uma única disciplina, após esgotados todos os procedimentos pedagógicos no decorrer do ano, podendo decidir pela Aprovação, evitando o insucesso do mesmo;
f) Se o Conselho decidir pela Aprovação de determinado aluno será anotado em sua ficha individual “APROVADO EM CONSELHO DE CLASSE”, não sendo oferecido ao mesmo aluno este benefício em dois anos letivos consecutivos;
g) São atribuições do Coordenador do Conselho de Classe:
• Coordenar as reuniões do Conselho;
• Preparar a documentação para o desenvolvimento do trabalho;
• Solicitar assessoramento dos Professores de turma, se necessário;
• Participar das reuniões de entrega dos resultados da Avaliação;
• Zelar pela atualização e organização do arquivo do Conselho;
• Registrar dados referentes a reunião do Conselho de Classe;
• Verificar as atividades resultantes de decisão do Conselho.


10. – NÚCLEO DE RECURSOS DIDÁTICO – PEDAGÓGICOS

10.1 – Serviço de Laboratório:
O Laboratório serve como recurso de apoio à função produtiva, oferecendo condições de estudo a toda comunidade escolar, através de pesquisas experimentais.
Deve ser indicado pela Direção um professor da área de Ciências para coordenar as atividades do Laboratório.
São funções do professor coordenador do Laboratório:
• Manter organizado o Laboratório de forma a facilitar a execução das aulas práticas;
• Sugerir à Direção a aquisição de material de consumo e permanente, bem como equipamentos de utilidade para o ensino;
• Zelar pela conservação dos equipamentos do Laboratório, responsabilizando os usuários pela reposição do material por eles danificados;
• Elaborar projetos para serem desenvolvidos no Laboratório;
• Organizar os horários e programação para o uso do Laboratório e agendar as atividades a serem desenvolvidas.

10.2 – Biblioteca:
A Biblioteca constitui-se em centro de estudo, consulta e leitura para toda a comunidade escolar e tem como responsável um profissional com treinamento específico e, na falta deste, um professor indicado pela Direção.
A organização e o funcionamento da Biblioteca, observadas as normas específicas, regem-se pela programação estabelecida no Plano Integrado da Escola.
São atribuições do responsável pela Biblioteca:
• Participar da elaboração, execução e avaliação do Planejamento Escolar, no que se refere à Biblioteca;
• Coordenar, executar e acompanhar as atividades da Biblioteca;
• Selecionar e solicitar a aquisição de bibliografia necessária à atualização do acervo;
• Assessorar professores e alunos na busca de títulos de livros que os auxiliem no desenvolvimento das tarefas específicas;
• Divulgar o acervo da Biblioteca e orientar os consulentes, incentivando o hábito da leitura;
• Coletar materiais impressos de interesse do ensino;
• Cuidar da distribuição e recolhimento dos livros pertencentes ao Banco do Livro, em acordo com o Serviço de Supervisão Pedagógica.


10.3 – Serviço do Banco do Livro:
O Banco do Livro tem por objetivo atender ao aluno, visando ao desenvolvimento de hábitos e atitudes relacionados ao bom uso e ao reaproveitamento dos livros distribuídos pelo órgão competente no Sistema, de acordo com a legislação vigente.
a) A organização e o funcionamento do Banco do Livro observam as normas
específicas emanadas da Mantenedora;
b) Cabe à Direção criar condições favoráveis ao funcionamento do Banco do livro
c) A escolha dos livros e os pedidos dos mesmos são responsabilidade do Serviço de supervisão Pedagógica, com a participação dos professores no processo de escolha;
d) O cadastro, a distribuição e o recolhimento dos livros cabem ao Serviço de Biblioteca;
e) O Serviço de Supervisão Pedagógica e o Serviço de Biblioteca, com a participação da Direção, deverão efetivar, anualmente, a avaliação interna do Serviço do Banco do Livro.

10.4 – Serviço de AudiovisuaL
a) O Serviço de Audiovisual subsidia, complementa e enriquece as atividades do
processo de ensino-aprendizagem;
b) A organização e o funcionamento do Serviço de Audiovisual regem-se por
programação junto ao Professor Responsável;
c) O Serviço de Audiovisual deve ter um local específico para as atividades
pertinentes;
d) Deve ser indicado pela Direção um professor responsável por coordenar as
atividades da sala de audiovisual em conjunto com a Supervisão Escolar;
e) A utilização da sala deve ser agendada previamente;
f) As atividades, a manutenção e o controle do Serviço de Audiovisual ficam a cargo do Serviço de Supervisão Escolar e do Professor Responsável;
g) A sala do serviço de Audiovisual deve conter: televisão, vídeo, retro projetor, projetor de slides, gravador, aparelho de som, cadeiras específicas e outros materiais adquiridos para este fim.


10.5 – Projetos:
A escola oferece ao aluno a participação em projetos pedagógicos variados que visam facilitar e tornar mais interessante o processo de ensino-aprendizagem, exercitando a cidadania e os valores pessoais.
Entre eles: “Grupo de Dança Tradicionalista Tellechea Tchê”, “ Aprender brincando” e “Resgatando a Ètica Social”.



11 – NUTRIÇÃO ESCOLAR – MERENDA:
A merenda escolar é confeccionada a partir da elaboração de um cardápio baseado no
estoque existente na Escola, devendo ser balanceada e nutritiva, suprindo as necessidades de nossos alunos.
Serve-se a merenda no refeitório de segunda a sexta feira e os alunos são acompanhados pelo professor e por uma funcionária que observa e orienta sobre as boas maneiras à mesa.


12. – ORGANIZAÇÃO DE SEGMENTOS DA COMUNIDADE ESCOLAR


12.1 – Círculo de Pais e Mestres:
O Círculo de Pais e Mestres (CPM) visa integrar Escola – Família – Comunidade e
prestar assistência ao aluno em todas as modalidades.
Adotado o estatuto-padrão, o Círculo de Pais e Mestres rege-se por norma
emanadas do órgão competente e tem sua programação em consonância com o Plano Pedagógico da Escola.


12.2 – Grêmio Estudantil:
O Grêmio Estudantil, instituição autônoma e representativa, congrega todos os alunos da Escola, com finalidade educacional, cívica, desportiva, social e cultural.
A constituição, a organização e o funcionamento do Grêmio Estudantil estão definidos em Estatuto próprio, elaborado em conformidade com a legislação vigente.



13 – ORDENAMENTO DO SISTEMA ESCOLAR
13.1 – Projeto Pedagógico:
A Escola elabora seu Projeto Pedagógico através:
a) da análise da realidade por meio de encontros envolvendo toda a comunidade
escolar;
b) de sessões de estudo com os professores para repensar o processo educativo;
c) de reuniões com os pais e responsáveis dos alunos para promover a integração e a participação dos mesmos no processo de ensino-aprendizagem;
d) de encontros no início do ano letivo para estruturação do projeto pedagógico e divulgação do mesmo à comunidade escolar;
e) reuniões ao longo do ano letivo para embasamento teórico e prático para consolidação do mesmo;
f) da avaliação ao término do ano letivo para análise do desenvolvimento do mesmo e reestruturação dos aspectos a serem modificados;
g) da aprovação pelo Conselho Escolar e homologação pela mantenedora.

13.2 – Calendário Escolar
a) O Calendário Escolar é organizado pelo Serviço de Supervisão Escolar, de
acordo com a legislação vigente e aprovado pelo Conselho Escolar e homologado
gado pela mantenedora;
b) O Calendário Escolar assegura o cumprimento dos dias letivos e horas-aula estabelecidos em lei, para cumprimento dos Planos de Estudo;
c) A jornada escolar no Ensino Fundamental é de acordo com a legislação vigente.

13.3 – Das Normas de Convivência
13.3.1 – Normas para uma boa convivência:
a) Cumprir os horários estabelecidos pela Escola;
b) Ter assiduidade e pontualidade nas atividades previstas;
c) Participar de atividades ou eventos programados pela Escola;
d) Permanecer no recinto escolar sem ausentar-se antes do horário previsto;
e) Realizar e executar as atividades propostas para o desenvolvimento do
processo de ensino –aprendizagem;
f) Ser valorizado em suas iniciativas, atitudes e desempenho de suas atividades;
h) Manter atitudes de respeito com a Comunidade Escolar;
i) Evitar o uso de termos inadequados para o ambiente escolar;
j) Zelar pela limpeza do ambiente escolar, tornando-o um lugar prazeroso;
k) Conservar o prédio, mobiliário e o material didático;
l) Evitar o uso de fumo ou qualquer outra droga no recinto escolar;
m) Evitar o uso de objetos considerados perigosos ao convívio social;
n) Ser cordial, compreensivo, e ponderado no ambiente escolar para o estabelecimento da paz e da harmonia entre todos os elementos formadores da Comunidade Escolar;
o) Ser considerado em sua individualidade;
p) Participar da elaboração do Regimento Escolar;
q) Expor as suas dificuldades no desempenho do seu trabalho;
r) Zelar pelo bom nome da Escola quando a estiver representando em atividades internas e/ou externas.


13.3.2 – Das Penalidades
Pela inobservância das regras estabelecidas para uma boa convivência serão usadas todas as ao estratégias necessárias para mudança de atitudes e postura no ambiente escolar:
a) Na 1ª ocorrência será realizada uma conversa informal com Serviço de Orientação Educacional e/ou Serviço de Supervisão Escolar e/ou Equipe Diretiva da Escola;
b) Na 2ª ocorrência será administrada uma advertência oral pelo Serviço de Orientação Educacional e/ou Serviço de Supervisão Escolar e/ou Equipe Diretiva da Escola;
c) Na 3ª ocorrência será administrada a 1ª advertência por escrito pela Equipe Diretiva com a participação do Serviço de Orientação Educacional e/ou Serviço de Supervisão Escolar, no caso do advertido ser um aluno serão chamados os pais ou Responsáveis pelo mesmo para aconselhamento e troca de informações sobre o aluno conforme artigo 129, parágrafo V do ECA (Estatuto da Criança e Adolescente);
d) Poderão haver até três advertências por escrito;
e) Caso a Escola através do Serviço de Orientação Educacional solicite encaminhamento de determinado aluno para tratamento especializado, visando uma melhor convivência na escola e para manter-se relações de respeito e ajuda mútua, é indispensável que os pais ou responsáveis se comprometam a cumprir conforme artigo 129 parágrafo VI do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente);
f) Depois da terceira ocorrência por escrito, caso o problema não tenha chegado a uma solução adequada, o caso será encaminhado ao Conselho Escolar;
g) Dependendo da gravidade do problema poderá haver imediato encaminhamento ao Conselho Escolar, à Entidade Mantenedora e/ou à autoridade competente.

14 – DISPOSIÇÕES GERAIS
a) O Projeto Político Pedagógico tem aplicação imediata junto com o Regimento Escolar do Ensino Fundamental de nove anos, após aprovação pelo Conselho Escolar e validação pela mantenedora;
b) Os casos omissos neste Projeto serão resolvidos pelo (o) Diretor (a), ouvido o Conselho Escolar;
c) Não havendo solução dos casos omissos na Escola, será formulada a consulta, por escrito, aos órgãos competentes;
d) De acordo com o previsto neste Projeto Político Pedagógico o mesmo poderá adequar-se às necessidades da escola constatadas nas avaliações do mesmo com aprovação do Conselho Escolar.
e) Nenhuma publicação oficial que envolva a responsabilidade da Escola pode ser feita sem a autorização do(a) Diretor(a).

Objetivos da Escola Tellechea

OBJETIVOS DA ESCOLA

a) Promover o exercício consciente da cidadania mediante sua interação com o contexto geográfico, social, político, econômico e cultural;
b) Proporcionar a aprendizagem para o desenvolvimento do pensamento lógico e a vivencia do método científico que lhe possibilite situar-se criticamente diante da realidade e comprometer-se com sua transformação;
c) Oportunizar o cultivo das linguagens que ensejem o contato coerente com seus semelhantes e seu desenvolvimento nos aspectos físicos, psíquicos, sociais e espirituais;
d) Possibilitar o aprofundamento dos conhecimentos, experiências e habilidades adquiridas com vistas a preservar e expandir seu patrimônio cultural e os valores democráticos;
e) Promover autoconfiança, a liberdade, a responsabilidade e a autenticidade no ser e no agir;
f) Ressaltar a cultura brasileira com expressão da língua portuguesa;
g) Organizar a escola, internamente, para que todos os segmentos trabalhem e atuem em conjunto, visando o desenvolvimento em todos os seus aspectos,proporcionando um ensino de qualidade e atendendo as necessidades da comunidade;
h) Estabelecer novas estratégias de práxis-pedagógica, tendo como base a realidade, visando um maior índice de aproveitamento escolar e a permanência do aluno na escola.

Base Curricular para quem entrar no Ensino Médio no Ano 2010 - Turno Manhã - Escola Tellechea

E. E. E. M. Eng. Roberto Bastos Tellechea
Base Curricular – 2010
Ensino Médio
IMPLEMENTAÇÃO DA LÍNGUA ESPANHOLA NO CURRÍCULO DO ENSINO MÉDIO - MANHÃ

Disciplina 1º Ano 2º Ano 3º Ano
Português 3 3 4
Literatura 1 2 2
Língua Inglesa 2 2 2
História 3 - -
Geografia - 3 -
Sociologia 1 1 1
Filosofia 1 1 1
Ensino Relig 1 1 1
Artes 2 1 1
Matemática 3 3 4
Química 3 3 3
Física 3 3 4
Biologia 3 3 3
Ed Física 2 2 2
L Espanhola 2 2 2
Total 30 h 30 h 30 h

Obs.: Ocorrerão aulas aos sábados.

Como organizar um Grêmio Estudantil em sua escola - Sugestão

Como Organizar


Definições para a Comissão Pró-Grêmio

Qual o objetivo do Grêmio?

Esta pergunta deve estar sempre presente na escola para que o trabalho do Grêmio Estudantil não se perca.

Objetivo é o que o Grêmio quer alcançar, a sua meta. Para contribuir com a reflexão de vocês, levantamos algumas possibilidades de organização de um Grêmio. Elas tratam de temas que serão definidos no Estatuto.

A Comissão Pró-Grêmio deve ler e responder de acordo com a necessidade da sua escola. Por isso, para facilitar o trabalho da comissão, sugerimos algumas respostas assinaladas com um “X”. São apenas sugestões e, portanto, não precisam ser seguidas. É importante lembrar que o modelo de Estatuto do Grêmio está baseado nestas sugestões.


O Grêmio possui...

um presidente.
um coordenador geral.
administração colegiada.
Chamar o representante do Grêmio de coordenador geral favorece a idéia de trabalho em equipe, em que uma pessoa é responsável por coordenar as
atividades dos outros membros da Diretoria.

É importante diferenciar coordenar de comandar. Podemos dizer que coordenador geral se assemelha a um maestro que rege uma orquestra, não a um general, que dita tarefas. Ao sugerirmos o uso de coordenador geral no lugar de presidente, não estamos apenas trocando de nome, mas propondo uma estrutura mais participativa e democrática no Grêmio Estudantil e na escola.


Quem coordena as reuniões do Grêmio?

O coordenador geral ou presidente.
Todos os diretores de forma rotativa.
Todos ou ninguém.
Outro diretor específico. Qual?
Pensamos que todos devem ter a oportunidade de exercitar a função de mediador, por isso sugerimos que cada reunião seja coordenada por um diretor
diferente, em sistema de rodízio.


O Grêmio participa de quais reuniões?

Representantes de Classe.
Conselho de Escola.
Associação de Pais e Mestres.
O Grêmio tem direito de participar das reuniões do Conselho de Escola, da APM e dos encontros de Representantes de Classe, pois aí são discutidos e decididos muitos assuntos de interesse dos estudantes. Mas para que os representantes do Grêmio, o coordenador geral e o coordenador de relações acadêmicas possam participar dessas reuniões, é preciso que isso conste no Estatuto do Grêmio. No caso da reunião da APM, o representante dos alunos deve ter mais de 18 anos.


Quantas reuniões da assembléia geral devem acontecer?

1 vez por ano e quando necessário.
2 vezes por ano e quando necessário.
Outros__________________________.
Uma Assembléia Geral por ano, com a finalidade de avaliar a gestão que está terminando e definir a Comissão Eleitoral, é suficiente. A expressão “quando for necessário” quer dizer que a Assembléia pode ser convocada quando a maioria dos diretores do Grêmio e/ou dos alunos acharem necessário.


Qual a quantidade de alunos (Quorum) necessária para acontecer uma assembléia geral?

5%
10%
15%
20%
Outros__________________________.
Quanto maior o número de alunos participantes de uma Assembléia Geral, mais legítima e representativa ela será.

Mas é muito difícil reunir todos os estudantes da escola, pois os horários não coincidem e muita gente pode não ter interesse em participar. Não é obrigatório ir a uma Assembléia Geral, mas como as decisões que serão tomadas são importantes e influenciarão todos os membros da escola, é preciso que o número de presentes seja minimamente REPRESENTATIVO. 10% do número de alunos matriculados acreditamos ser suficiente.


O Grêmio é organizado em:

hierarquia.
colegiado.
O Grêmio pode organizar sua estrutura administrativa tanto de forma hierárquica quanto de forma colegiada.

Numa estrutura colegiada, não há cargos definidos e os membros do Conselho se revezam na administração. Em uma organização hierárquica, cargos são definidos e possuem uma ordem de subordinação. Vejam o que melhor se adapta à realidade de sua escola, mas lembrem-se de que o Grêmio exige participação e responsabilidade, por isso, definir cargos pode assegurar maior compromisso.

Mesmo de forma hierárquica, propomos que as decisões de grande impacto do Grêmio sejam decididas de forma colegiada, pois a idéia de hierarquia não exclui trabalho em grupo.


Quem pode participar das reuniões do Grêmio?

Representantes de classe.
Funcionários da escola (professores, diretores, coordenadores pedagógicos).
Todos os alunos da escola.
Alunos agendados.
Só os diretores/coordenadores.
O Grêmio representa todos os alunos da escola e, portanto, todos devem participar de sua gestão.

A Diretoria do Grêmio foi escolhida para naquele ano coordenar suas atividades, por isso, tem direito a realizar reuniões internas para preparar e discutir questões que depois serão debatidas com todos os alunos.


Quem pode ser da diretoria/coordenação do grêmio?

Qualquer aluno matriculado e freqüente na escola.
Alunos do ensino médio.
Alunos do ensino fundamental e médio com exceção das oitavas e dos terceiros.
Ninguém tem o direito de vetar a participação de qualquer aluno no Grêmio Estudantil, se o motivo não estiver previsto no Estatuto. Quanto mais alunos
envolvidos no Grêmio, maior e melhor sua atuação.

Alunos do último ano do ensino fundamental ou médio também têm o direito de participar. Muitas vezes esses alunos já têm um conhecimento da escola que pode ser muito proveitoso para as propostas de um Grêmio.


A eleição do Grêmio é feita em que época do ano?

Começo.
Meio.
Fim.
Realizar as eleições no começo do ano (entre março e abril) garante uma maior participação dos alunos, pois quem está entrando no começo do ano pode
participar e quem está no último ano também.



ASSOCIAÇÃO DE PAIS E MESTRES (APM)

É uma instituição auxiliar da escola, que tem como objetivo contribuir com o processo educacional e a integração família-escolacomunidade.

Como a escola não tem autonomia para movimentar recursos financeiros diretamente, é pela APM que recebe e aplica recursos vindos da Secretaria de Educação ou resultante de festas, contribuições, etc.

É composta por, no mínimo, 23 pessoas (11 no Conselho Deliberativo, 9 na Diretoria Executiva e 3 no Conselho Fiscal).

CONSELHO DE ESCOLA

O Conselho é o maior órgão de decisão da escola. É composto por 40% de professores, 25% de pais, 25% de alunos, 5% de especialistas e 5% de funcionários, eleitos no início do ano.

MAIORIA SIMPLES DE VOTO

Considerando o total de votos obtidos, vence quem receber o maior número de votos (metade mais um).

QUORUM

Número de pessoas presentes em uma reunião, assembléia ou discussão.

Pode-se estabelecer um quorum mínimo, ou seja, um número mínimo de pessoas necessário para legitimar uma decisão.


Fonte: Caderno Grêmio em Forma, do Instituto Sou da Paz.
Site: http://www.soudapaz.org/

Rede estadual encerra 2ª etapa de matrículas

Encerrou-se ontem o período de matrículas para primeiros anos dos ensinos Fundamental e Médio, além dos cursos Normal e Técnico, para pedidos de transferência e reingresso e inscrições ao EJA e Educação Infantil nas escolas da rede estadual. Os estudantes que não conseguiram vagas para ingressar nos primeiros anos devem ir até a 18ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) no próximo dia 28 de janeiro. No local, haverá uma listagem com os alunos excedentes e a instituição estadual para a qual ele foi designado.
Segundo a coordenadora, Farayldes Ávila, nessa segunda etapa de matrículas houve aumento de procura por vagas no Ensino Fundamental, de 2º ano a 8ª série, e será necessário abrir novas turmas na escola Saldanha da Gama, situada na 4ª Seção da Barra, e Instituto Juvenal Miller.
Matrículas
As aulas na rede estadual iniciam-se em 1º de março. De 8 a 12 de fevereiro serão realizadas as matrículas dos estudantes inscritos no EJA, Educação Infantil e para os que fizeram os pedidos de transferência e reingresso. Farayldes informou que, em fevereiro, as redes estadual e municipal deverão realizar uma central de vagas para estudantes que não conseguirem vagas ou que perderam o período de matrículas.


Jornal Agora - 21/01/2010

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Listão da Furg deve sair na primeira quinzena de fevereiro

A Comissão Permanente do Vestibular (Coperve) da Furg deve divulgar a relação dos aprovados no Processo Seletivo 2010 na primeira quinzena de fevereiro. Conforme a pró-reitora de Graduação, Cleuza Maria Dias, a publicação ocorrerá tão logo sejam conhecidos os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que correspondem a 50% da nota final do vestibulando.

O Processo Seletivo foi realizado nos dias 13 e 14 de dezembro. Houve a inscrição de 10.944 candidatos para 2.361 vagas em 53 cursos. No segundo dia de provas, foram registrados 1.648 candidatos ausentes, 15,06% do total de inscritos. A média geral final ficou em 3,94 candidatos/vaga. Ao todo, foram 18 locais de provas em Rio Grande e, fora da cidade, três campi receberam os candidatos: Santo Antônio da Patrulha, Santa Vitória do Palmar e São Lourenço do Sul.


Jornal Agora - 20/01/2010

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

TELLECHEA' 2009, PARABÉNS!!!!!!!!!!!!!

FOMOS RECONHECIDOS COM O SELO "ESCOLA SOLIDÁRIA" COM O PROJETO SOCIAL IDEALIZADO PELA PROFESSORA REGINA (SOCIOLOGIA/FILOSOFIA/RELIGIÃO)DESENVOLVIDO EM NOSSA ESCOLA.

OS PROFESSORES E OS ALUNOS ENVOLVIDOS ESTÃO DE PARABÉNS!!!!!

SAIBA MAIS ACESSANDO O SITE: www.facaparte.org.br

domingo, 15 de novembro de 2009

Informações sobre o Ensino Fundamental de 9 Anos

Para implantar o Ensino Fundamental de 9 anos, as redes municipais e estaduais devem passar por um período de transição em que os dois sistemas coexistem. Durante esses anos, as escolas devem operar seguindo duas matrizes curriculares: a antiga, para o ensino fundamental de oito anos (até que a última turma que ingressou na antiga 1ª série se forme na 8ª série) e a nova, para o Ensino Fundamental de nove anos. Mais do que simplesmente aceitar as matrículas das crianças de 6 anos de idade no 1º ano, as secretarias devem se reestruturar, reelaborando, em conjunto com os gestores das escolas, a Proposta Pedagógica da rede e o Projeto Político-Pedagógico das escolas, considerando a maior duração do processo formativo. Os professores precisam ser capacitados para desenvolver um trabalho coerente com a nova realidade, respeitando o desenvolvimento da infância. O espaço físico e o mobiliário das salas de 1º ano precisam ser apropriados para crianças de 6 anos.

Segundo o Parecer CNE/CEB nº 7/2007, nenhuma criança que está ingressando no Ensino Fundamental pode ser matriculada diretamente no segundo ano letivo, tendo ou não frequentado a pré-escola. A justificativa do MEC, publicada no documento “Ensino Fundamental de nove anos: passo a passo do processo de implantação”, é a de que a “ampliação do tempo dessa etapa visa qualificar o ensino e a aprendizagem e não antecipar sua conclusão”.

A Educação Infantil passa a ter a duração total de 5 anos. Continua a atender na creche crianças de 0 a 3 anos e na pré-escola, as de 4 e 5 e também as que completarem 6 anos após o início do ano letivo.

É preciso garantir, no 1º ano, que o trabalho seja voltado para as especificidade das crianças de 6 anos, preservando, principalmente, o tempo destinado ao brincar. Especialistas alertam para o risco de se adiantar as aprendizagens voltadas para as crianças mais velhas, roubando etapas do desenvolvimento infantil desses alunos. No entanto, ao contrário do que acontecia no último ano da pré-escola, este 1º ano não encerra uma fase e sim, inaugura um ciclo que deve ser considerado como um todo, constituído de três anos, ao final dos quais a criança deve estar alfabetizada. Portanto, é necessário criar uma nova matriz curricular com um caminho híbrido que garanta o ensino dos conteúdos das diversas disciplinas ao mesmo tempo em que preserva a infância.

Fonte: Revista Nova Escola

15 de Novembro - A República

Os bastidores da República
Os 120 anos desse período são a oportunidade para rever criticamente o golpe que deu início a ele e debater a ausência de participação popular
Rita Trevisan (novaescola@atleitor.com.br)


HERÓI FABRICADO No quadro de
Henrique Bernardelli, Deodoro aparece
como a figura central da proclamação.
Henrique Bernadelli/Acervo do Museu
da República


Tour crítico no Museu do Ipiranga
Nas clássicas representações do golpe militar que marcou o fim da Monarquia no Brasil e o início da República, a imagem do marechal Deodoro da Fonseca (1827-1892), erguendo seu quepe cheio de glórias, é a que prevalece. No quadro de Henrique Bernardelli (1857-1936, mostrado à esquerda), o militar é propositadamente recuperado como a figura central, o representante maior dos ideais de liberdade associados ao novo período. Esses e outros retratos da época ajudaram a disseminar uma visão parcial do episódio, apagando outros personagens que desempenharam papel relevante na mudança. Iluminar esses grupos esquecidos é o ponto de partida para apresentar uma visão crítica da proclamação da República aos estudantes.

O ponto fundamental é esclarecer que, longe de ser um fato pontual, a instauração do novo modo de governo decorre de uma série de fatores que contribuíram para criar um cenário propício à República (veja o quadro abaixo). Expor essa realidade aos alunos, privilegiando a visão de processo histórico, permite um entendimento mais profundo da realidade política, econômica e social da época. Com base nessa revisão histórica, o próprio papel dos militares no episódio passa a ser relativizado, uma vez que outros agentes com importante função no gradativo enfraquecimento do antigo governo são trazidos à luz.

É possível, por exemplo, reavaliar o que de fato ocorreu no dia da proclamação. Em 14 de novembro de 1889, os republicanos fizeram circular o boato de que o governo imperial havia mandado prender Deodoro e o tenente-coronel Benjamin Constant, líder dos oficiais republicanos. O objetivo era instigar o marechal, um militar de prestígio, a comandar um golpe contra a monarquia. Deu certo: no dia 15, ele reuniu algumas tropas, que em seguida rumaram para o centro do Rio de Janeiro e depuseram os ministros de dom Pedro II.

O imperador, que estava em Petrópolis, a 72 quilômetros do Rio de Janeiro, retornou para a capital na tentativa de formar um novo ministério. Mas, ao receber um comunicado dos golpistas informando sobre a proclamação da República e pedindo que deixasse o país, não ofereceu resistência e partiu para a Europa. Tamanho era o temor de que o Império pudesse ser restaurado que o banimento da família real durou décadas: apenas em 1921 os herdeiros diretos do imperador deposto foram finalmente autorizados a pisar em solo brasileiro.

Vale discutir o peso da participação de Deodoro da Fonseca explicando alguns detalhes dos bastidores do acontecimento. Fosse ou não ele a figura central do fato, que não enfrentou praticamente nenhuma resistência - daí as representações não o mostrarem de espada em punho -, muito provavelmente a história teria o mesmo desfecho. Conte que o "herói da proclamação" fez parte do Estado monárquico e era funcionário de confiança de dom Pedro II. Relutou em instaurar o novo sistema e aderiu à causa dias antes.

No dia fatídico, ele saiu de casa praticamente carregado por seus companheiros - Deodoro estava doente, com problemas respiratórios. Cavalgou quase a contragosto, ameaçado pela ideia de que o governo imperial, ao saber dos boatos sobre a proclamação, pretendesse reorganizar a Guarda Nacional e fortalecer a polícia do Rio de Janeiro para se contrapor ao Exército. Foi o republicano José do Patrocínio que, horas mais tarde, dirigiu-se à Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, presidindo o ato solene de proclamação da República. Deodoro, a essa altura, estaria em casa, possivelmente assinando a carta que chegaria a seu amigo pessoal, o imperador Pedro II, informando, com grande pesar, o banimento da família real.

Quatro razões para a queda da Monarquia

Abolição da escravatura
Decretado em 1888, o fim da escravidão desestabilizou a agricultura de exportação, baseada no trabalho compulsório. O Império mostrou-se incapaz de responder com a agilidade necessária às novas demandas dos fazendeiros e não conseguiu garantir a estabilidade econômica.

Influências externas
O Brasil era o único país independente na América do Sul a manter uma monarquia - países vizinhos colonizados pela Espanha optaram pela república logo após a autonomia. O contato dos militares com a realidadedas nações vizinhas disseminou a ideia de um novo sistema de governo.

Centralização política
Concentrador de poderes por definição, o sistema monarquista já não era compatível com as necessidades nascidas da modernização da economia. Elites provinciais de São Paulo e Minas Gerais, por exemplo, já reivindicavam, desde o início do século, certo nível de autonomia.

Perda de apoio popular
Dom Pedro II, na maior parte do tempo recolhido em Petrópolis, já não era mais uma figura querida entre as massas. Além dele, a princesa Isabel e seu marido, conde d’Eu, eram frequentemente alvo de ataques e chacotas da imprensa nacional e internacional.
Debata a criação de símbolos para sustentar a nova ordem

Basear-se na desmistificação dessas figuras centrais no episódio da proclamação pode ser um caminho para estudar de que forma os protagonistas de determinadas passagens da história trabalham para passar uma imagem gloriosa de seus feitos. Discuta com a turma que esses relatos incluem ideologias e interesses e não podem ser encarados como fiéis ao fato. Em vez disso, é melhor vê-los como um recorte do acontecido, que precisa ser confrontado com outras fontes para que se possa compor um panorama mais próximo da realidade.


FIM DE FESTA Com a monarquia deposta, dom Pedro II (primeiro à esq.) buscou exílio na Europa. ReproduçãoAinda recorrendo ao exemplo da República, mostre o esforço dos grupos vitoriosos para criar e popularizar símbolos e personagens históricos que representem um novo regime. Festas cívicas, monumentos, estátuas, telas e gravuras consolidadoras das tradições nacionais são as expressões mais marcantes desse esforço - uma atitude costumeira, repetida mundo afora em inúmeras outras reformas e revoluções.

No caso da proclamação, os governantes alteraram o nome de diversas ruas, substituindo os que tinham ligação com o Império por outros associados à República. Vias denominadas "Imperatriz" se transformaram em ruas 15 de Novembro, assim como muitos Largos da Matriz passaram a chamar-se Praça da República. Além das estátuas do marechal, figuras como a de Tiradentes, apontado como o precursor da República, foram recuperadas. É o momento de apresentar à moçada telas e gravuras clássicas e debater o que elas representam.


HOMENAGEM OFICIAL A cidade de Alagoas, vizinha de Maceió, em 1939 passou a se chamar Marechal Deodoro. Foto: Luis MoraisUma reflexão importante surge da comparação entre os ideais da propaganda oficial e a realidade concreta (leia esta sequência didática ).Em relação à República, é possível explorar a contradição entre um sistema que prometia trazer o povo para o centro da atividade política, mas que consolidou-se quase sem envolvimento popular nem na deposição da Monarquia nem na formação do novo governo - o que ocorreu foi uma junção de forças entre as oligarquias que davam sustentação ao Império com uma parte da nova burguesia comercial e industrial.

A investigação sobre a relação do povo com o poder na proclamação da República pode terminar com uma comparação com os dias de hoje. De lá para cá, o que mudou? Hora de mostrar que, apesar de nosso modelo de democracia garantir a representatividade do povo por meio do voto direto e de existirem formas de o cidadão exercer algum controle sobre as esferas de poder, continuam válidas as palavras do historiador José Murilo de Carvalho: "Ainda hoje, a atitude popular perante o poder ainda oscila entre a indiferença, o pragmatismo fisiológico e a reação violenta".

Quer saber mais?

CONTATO
Pedro Henrique Raveli

BIBLIOGRAFIA
A Formação das Almas - O Imaginário da República no Brasil, José Murilo de Carvalho, 168 págs., Ed. Companhia das Letras, 42,50 reais
O Despertar da República, Ana Luiza Martins, 112 págs., Ed. Contexto, tel. (11) 3832-5838, 23 reais
Os Bestializados - O Rio de Janeiro e a República Que Não Foi, José Murilo de Carvalho, 216 págs., Ed. Companhia das Letras, tel. (11) 3707-3500, 42 reais
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Fonte: Revista Nova Escola
África de todos nós
Desde 2003, a cultura africana faz parte do currículo. Descubra com seus alunos a riqueza das ciências, das tecnologias e da história dos povos desse continente
Paola Gentile (pagentile@abril.com.br)

África: berço da humanidade

Os diversos povos que habitavam o continente africano, muito antes da colonização feita pelos europeus, eram bambambãs em várias áreas: eles dominavam técnicas de agricultura, mineração, ourivesaria e metalurgia; usavam sistemas matemáticos elaboradíssimos para não bagunçar a contabilidade do comércio de mercadorias; e tinham conhecimentos de astronomia e de medicina que serviram de base para a ciência moderna. A biblioteca de Tumbuctu, em Mali, reunia mais de 20 mil livros, que ainda hoje deixariam encabulados muitos pesquisadores de beca que se dedicam aos estudos da cultura negra.

Infelizmente, a imagem que se tem da África e de seus descendentes não é relacionada com produção intelectual nem com tecnologia. Ela descamba para moleques famintos e famílias miseráveis, povos doentes e em guerra ou paisagens de safáris e mulheres de cangas coloridas. "Essas idéias distorcidas desqualificam a cultura negra e acentuam o preconceito, do qual 45% de nossa população é vítima", afirma Glória Moura, coordenadora do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Universidade de Brasília (UnB).

Negros são parte da nossa identidade

O pouco caso com a cultura africana se reflete na sala de aula. O segundo maior continente do planeta aparece em livros didáticos somente quando o tema é escravidão, deixando capenga a noção de diversidade de nosso povo e minimizando a importância dos afro-descendentes. Por isso, em 2003, entrou em vigor a Lei no 10.639, que tenta corrigir essa dívida, incluindo o ensino de história e cultura africanas e afro-brasileiras nas escolas. "Uma norma não muda a realidade de imediato, mas pode ser um impulso para introduzir em sala de aula um conteúdo rico em conhecimento e em valores", diz Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva, membro do Conselho Nacional da Educação e redatora do parecer que acrescentou o tema à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

A cultura africana oferece elementos relacionados a todas as áreas do conhecimento. Para Iolanda de Oliveira, professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense, se a escola não inclui esses conteúdos no planejamento, cada professor pode colocar um pouco de África em seu plano de ensino: "Não podemos esperar mais para virar essa página na nossa história", enfatiza. Antes de saber como usar elementos da cultura africana em cada disciplina, vamos analisar alguns aspectos da história do continente e os motivos que levaram essas culturas a serem excluídas da sala de aula.

O ensino de História sempre privilegiou as civilizações que viveram em torno do Mar Mediterrâneo. O Egito estava entre elas, mas raramente é relacionado à África, tanto
que, junto com outros países do norte do continente, pertence à chamada África Branca, termo que despreza os povos negros que ali viveram antes das invasões dos persas,
gregos e romanos.

A pequisadora Cileine de Lourenço, professora da Bryant University, de Rhoad Island, nos Estados Unidos, atribui ao pensamento dos colonizadores boa parte da origem do preconceito: "Eles precisavam justificar o tráfico das pessoas e a escravidão nas colônias e para isso ‘animalizaram’ os negros". Ela conta que, no século 16, alguns zoológicos europeus exibiam negros e indígenas em jaulas, colocando na mesma baia indivíduos de grupos inimigos, para que brigassem diante do público. Além disso, a Igreja na época considerava civilizado somente quem era cristão.

Uma das balelas sobre a escravidão é a idéia de que o processo teria sido fácil pela condição de escravos em que muitos africanos viviam em seus reinos. Essa é uma
invenção que não passa de bode expiatório: a servidão lá acontecia após conquistas internas ou por dívidas – como em outras civilizações. Mas as pessoas não eram
afastadas de sua terra ou da família nem perdiam a identidade.

Muitas vezes os escravos passavam a fazer parte da família do senhor ou retomavam a liberdade quando a obrigação era quitada com trabalho. Outra mentira é que seriam povos acomodados: os negros escravizados que para cá vieram revoltaram-se contra a chibata, não aceitavam as regras do trabalho nas plantações, fugiam e organizavam quilombos.

A exploração atrapalhou o desenvolvimento

A dominação dos negros pelos europeus se deu basicamente porque a pólvora não era conhecida por aquelas bandas – e porque os africanos recebiam bem os estrangeiros,
tanto que eles nem precisavam armar tocaias: as famílias africanas costumavam ter em casa um quarto para receber os viajantes e com isso muitas vezes davam abrigo ao
inimigo. Durante mais de 300 anos foram acaçambados cerca de 100 milhões de mulheres e homens jovens, retirando do continente boa parte da força de trabalho e rompendo com séculos de cultura e de civilização.

Nesta reportagem, deixamos de lado de propósito a capoeira, embalada pelo berimbau; a culinária, enriquecida com o vatapá, o caruru e outros quitutes; as influências musicais do batuque e a ginga do samba e dos instrumentos como cuícas, atabaques e agogôs. Preferimos mostrar conteúdos ligados às ciências sociais e naturais, à Matemática, à Língua Portuguesa e Estrangeira e a Artes, menos comuns em sala de aula, para você rechear a mochila de conhecimentos dos alunos sobre a África.

Fonte: Revista Nova Escola

Avaliação - Prova Brasil

Em novembro, uma nova avaliação
Terceira edição da Prova Brasil vai avaliar cerca de 6 milhões de estudantes de 5º e 9º anos do Ensino Fundamental

A terceira edição da Prova Brasil será realizada entre os dias 9 e 27 de novembro. Cerca de 6 milhões de estudantes de 5º e 9º anos (4ª e 8ª séries) do Ensino Fundamental, de escolas públicas de todo o país, serão avaliados em Língua Portuguesa e Matemática. O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) montaram modelos de avaliação para o 5º e o 9º ano nos mesmos moldes da Prova Brasil.

Nas páginas seguintes, você encontra a análise de 96 itens semelhantes aos da prova e orientações didáticas para que você ajude os alunos a se familiarizar com ela. “As questões foram selecionadas e organizadas de modo a dar uma ideia do que os estudantes encontrarão em outubro”, explica Frederico Neves Condé, coordenador geral de instrumentos de medidas do Departamento de Avaliação da Educação Básica do Inep.

A Prova Brasil é elaborada com base nas propostas curriculares de alguns estados e municípios e nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). Uma comissão do MEC analisou esse material e, dos pontos em comum, elaborou uma matriz de referência. Essa, por sua vez, não engloba todo o currículo escolar, e sim as habilidades e competências que precisam ser aferidas. Cada uma delas é sintetizada por um descritor. Na prova de Matemática, são avaliadas as habilidades de resolver problemas em quatro temas: espaço e forma, números e operações, grandezas e medidas e tratamento da informação. Para o 5º ano, são 28 descritores (leia o quadro abaixo), e para o 9º, 37 (leia o quadro abaixo).

Descritores de Matemática para o 5º ano

Espaço e forma

D1 Identificar a localização e movimentação de objeto em mapas, croquis e outras representações gráficas

D2 Identificar propriedades comuns e diferenças entre poliedros e corpos redondos, relacionando figuras tridimensionais com
suas planificações

D3 Identificar propriedades comuns e diferenças entre figuras bidimensionais pelo número de lados, pelos tipos de ângulos

D4 Identificar quadriláteros observando as posições relativas entre seus lados (paralelos, concorrentes, perpendiculares)

D5 Reconhecer a conservação ou modificação de medidas dos lados, do perímetro, da área em ampliação e/ou redução de figuras poligonais usando malhas quadriculadas

Grandezas e medidas

D6 Estimar a medida de grandezas utilizando unidades de medida convencionais ou não

D7 Resolver problemas significativos utilizando unidades de medida padronizadas como km/m/cm/mm, kg/g/mg, l/ml

D8 Estabelecer relações entre unidades de medida de tempo

D9 Estabelecer relações entre o horário de início e término e/ou o intervalo da duração de um evento ou acontecimento

D10 Num problema, estabelecer trocas entre cédulas e moedas do sistema monetário brasileiro em função de seus valores

D11 Resolver problema envolvendo o cálculo do perímetro de figuras planas, desenhadas em malhas quadriculadas

D12 Resolver problema envolvendo o cálculo ou a estimativa de áreas de figuras planas, desenhadas em malhas quadriculadas

Números e operações/Álgebra e funções

D13 Reconhecer e utilizar características do sistema de numeração decimal, tais como agrupamentos e trocas na base 10 e princípio do valor posicional

D14 Identificar a localização de números naturais na reta numérica

D15 Reconhecer a decomposição de números naturais nas suas diversas ordens

D16 Reconhecer a composição e a decomposição de números naturais em sua forma polinomial

D17 Calcular o resultado de uma adição ou subtração de números naturais

D18 Calcular o resultado de uma multiplicação ou divisão de números naturais

D19 Resolver problema com números naturais, envolvendo diferentes significados da adição ou subtração: juntar, alteração de um estado inicial (positiva ou negativa), comparação e mais de uma transformação (positiva ou negativa)

D20 Resolver problema com números naturais, envolvendo diferentes significados da multiplicação ou divisão: multiplicação comparativa, ideia de proporcionalidade, configuração retangular e combinatória

D21 Identificar diferentes representações de um mesmo número racional

D22 Identificar a localização de números racionais representados na forma decimal na reta numérica

D23 Resolver problema utilizando a escrita decimal de cédulas e moedas do sistema monetário brasileiro

D24 Identificar fração como representação que pode estar associada a diferentes significados

D25 Resolver problema com números racionais expressos na forma decimal envolvendo diferentes significados da adição ou subtração

D26 Resolver problema envolvendo noções de porcentagem (25%, 50%, 100%)

Tratamento da informação

D27 Ler informações e dados apresentados em tabelas

D28 Ler informações e dados apresentados em gráficos (particularmente em gráficos de colunas)
Descritores de Língua Portuguesa para o 5º ano

Procedimentos de leitura

D1 Localizar informações explícitas em um texto

D3 Inferir o sentido de uma palavra ou expressão

D4 Inferir uma informação implícita em um texto

D6 Identificar o tema de um texto]

D11 Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato

Implicações do suporte, do gênero e/ou do enunciador na compreensão do texto

D5 Interpretar texto com o auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, foto etc.)

D9 Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros

Relação entre textos

D15 Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que tratam do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em que será recebido

Coerência e coesão no processamento do texto

D2 Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contribuem para a continuidade de um texto

D7 Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa

D8 Estabelecer relação causa e consequência entre partes e elementos do texto

D12 Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções, advérbios etc.

Relações entre recursos expressivos e efeitos de sentido

D13 Identificar efeitos de ironia ou humor em textos variados

D14 Identificar o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e de outras notações

Variação linguística

D10 Identificar as marcas linguísticas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto
Já a prova de Língua Portuguesa avalia apenas habilidades de leitura, representadas por 15 descritores para o 5º ano (leia o quadro abaixo) e 21 para o 9º (leia o quadro abaixo). Eles estão agrupados em cinco blocos: procedimentos de leitura; implicação do suporte, do gênero e/ou do enunciador na compreensão do texto; relação entre textos; coerência e coesão no processamento do texto; relações entre recursos expressivos e efeitos de sentido e variação linguística. “A ideia é avaliar se o aluno tem a capacidade de fazer uma leitura crítica”, explica Gisele Gama Andrade, da Abaquar Consultores e Editores Associados, organizadora dos estudos Língua Portuguesa – Orientações para o Professor e Matemática – Orientações para o Professor, realizados pelo Inep, pela Fundação Victor Civita e pelo Todos Pela Educação – com o apoio do Itaú BBA.

Descritores de Matemática para o 9º ano

Espaço e forma

D1 Identificar a localização e movimentação de objeto em mapas, croquis e outras representações gráficas

D2 Identificar propriedades comuns e diferenças entre figuras bidimensionais e tridimensionais, relacionando-as com suas planificações

D3 Identificar propriedades de triângulos pela comparação de medidas de lados e ângulos

D4 Identificar relação entre quadriláteros por meio de suas propriedades

D5 Reconhecer a conservação ou modificação de medidas dos lados, do perímetro, da área em ampliação e/ou redução de figuras poligonais usando malhas quadriculadas

D6 Reconhecer ângulos como mudança de direção ou giros, identificando ângulos retos e não retos

D7 Reconhecer que as imagens de uma figura construída por uma transformação homotética são semelhantes, identificando propriedades e/ou medidas que se modificam ou não se alteram

D8 Resolver problema utilizando a propriedade dos polígonos (soma de seus ângulos internos, número de diagonais, cálculo da medida de cada ângulo interno nos polígonos regulares)

D9 Interpretar informações apresentadas por meio de coordenadas cartesianas

D10 Utilizar relações métricas do triângulo retângulo para resolver problemas significativos

D11 Reconhecer círculo e circunferência, seus elementos e algumas de suas relações

Grandezas e medidas

D12 Resolver problema envolvendo o cálculo de perímetro de figuras planas

D13 Resolver problema envolvendo o cálculo de área de figuras planas

D14 Resolver problema envolvendo noções de volume

D15 Resolver problema envolvendo relações entre diferentes unidades de medida

Números e operações/Álgebra e funções

D16 Identificar a localização de números inteiros na reta numérica

D17 Identificar a localização de números racionais na reta numérica

D18 Efetuar cálculos com números inteiros envolvendo as operações (adição, subtração, multiplicação, divisão e potenciação)

D19 Resolver problema com números naturais envolvendo diferentes significados das operações (adição, subtração, multiplicação, divisão e potenciação)

D20 Resolver problema com números inteiros envolvendo as operações (adição, subtração, multiplicação, divisão e potenciação)

D21 Reconhecer as diferentes representações de um número racional

D22 Identificar fração como representação que pode estar associada a diferentes significados

D23 Identificar frações equivalentes

D24 Reconhecer as representações decimais dos números racionais como uma extensão do sistema de numeração decimal, identificando a existência de “ordens”, como décimos, centésimos e milésimos

D25 Efetuar cálculos que envolvam operações com números racionais (adição, subtração, multiplicação, divisão e potenciação)

D26 Resolver problema com números racionais que envolvam as operações (adição, subtração, multiplicação, divisão e potenciação)

D27 Efetuar cálculos simples com valores aproximados de radicais

D28 Resolver problema que envolva porcentagem

D29 Resolver problema que envolva variações proporcionais, diretas ou inversas entre grandezas

D30 Calcular o valor numérico de uma expressão algébrica

D31 Resolver problema que envolva equação de segundo grau

D32 Identificar a expressão algébrica que expressa uma regularidade observada em sequências de números ou figuras (padrões)

D33 Identificar uma equação ou uma inequação de primeiro grau que expressa um problema

D34 Identificar um sistema de equações do primeiro grau que expressa um problema

D35 Identificar a relação entre as representações algébrica e geométrica de um sistema de equações de primeiro grau

Tratamento da informação

D36 Resolver problema envolvendo informações apresentadas em tabelas e/ou gráficos

D37 Associar informações apresentadas em listas e/ou tabelas simples aos gráficos que as representam e vice-versa
Descritores de Língua Portuguesa para o 9º ano

Procedimentos de Leitura

D1 Localizar informações explícitas em um texto

D3 Inferir o sentido de uma palavra ou expressão

D4 Identificar o tema de um texto

D14 Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato

Implicações do suporte, do gênero e/ou do enunciador na compreensão do texto

D5 Interpretar texto com o auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, foto etc.)

D12 Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros

Relação entre textos

D20 Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que tratam do mesmo tema em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em que será recebido.

D21 Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou ao mesmo tema.

Coerência e coesão no processamento do texto

D2 Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contribuem para a continuidade de um texto

D7 Identificar a tese de um texto

D8 Estabelecer relação entre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la

D9 Diferenciar as partes principais das secundárias em um texto

D10 Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa

D11 Estabelecer relação causa/consequência entre partes e elementos do texto

D15 Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções, advérbios etc.

Relações entre recursos expressivos e efeitos de sentido

D16 Identificar efeitos de ironia ou humor em textos variados

D17 Reconhecer o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e de outras notações

D18 Reconhecer o efeito de sentido decorrente da escolha de uma determinada palavra ou expressão

D19 Reconhecer o efeito de sentido decorrente da exploração de recursos ortográficos e/ou morfossintáticos

Variação linguística

D13 Identificar as marcas linguísticas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto
Pré-teste em todo o país
A Prova Brasil é formulada por especialistas de cada área com experiência em sala de aula. Eles fazem a classificação do grau de complexidade das questões com base nos raciocínios que os alunos podem utilizar. Antes de chegar à Prova Brasil, as perguntas passam por um pré-teste para saber como os alunos as resolvem. “Elas são aplicadas a uma grande amostragem de estudantes de todo o país”, diz Condé. “Com isso, verificamos como um item é interpretado e resolvido e quais têm possibilidade de acerto por chute, ou seja, sem o conhecimento do conteúdo. Esses são eliminados do banco de questões.” A pré-testagem mais recente foi feita em 2007 e servirá para a montagem da prova deste ano.

É atribuída uma pontuação para cada questão, o que permite classificá-la numa escala numérica de zero a 500, que define as habilidades ou competências já construídas pelo estudante. Chega-se, então, ao último passo do processo, que é a escolha, entre as pré-testadas, das perguntas que irão compor a prova. No balanço geral, segundo Condé, cerca de 60% são classificadas num grau médio de complexidade. As demais se dividem entre fáceis e difíceis. Na elaboração do exame, também há a preocupação de começar pelas questões mais fáceis para não desestimular os alunos.

Como será a Prova Brasil
Como nos exames realizado em 2005 e 2007, o Inep prepara 14 blocos de questões (sete de Língua Portuguesa e sete de Matemática). Cada estudante recebe um caderno com dois blocos de cada disciplina. Eles são arranjados de forma a gerar 21 combinações diferentes. Assim, numa mesma turma, dificilmente dois alunos farão provas iguais. Nas edições anteriores, cada bloco destinado aos estudantes do 5º ano era composto de 11 questões. Ou seja, os alunos tinham de responder a 44 perguntas – 22 de Língua Portuguesa e 22 de Matemática. Para este ano, o Inep estuda a possibilidade de fazer blocos com 12 perguntas cada um, o que elevaria o total a ser respondido para 48. Para realizar o exame em forma de teste de múltiplas escolhas, com quatro ou cinco alternativas, os estudantes têm duas horas e meia. Esse também é o tempo estipulado para os alunos da 8ª série, cuja prova tem blocos de 13 questões (no total de 52).

Como a nota é divulgada
O objetivo da Prova Brasil não é avaliar o aluno, e sim o sistema. Por isso, o resultado é divulgado por escola e pode ser consultado no site provabrasil.inep.gov.br. Também não é uma nota de 0 a 10, como em provas comuns. Ela é uma média e mostra em que ponto da escala de 0 a 500 os alunos de determinada instituição estão nas duas disciplinas. Essa posição indica as habilidades já conquistadas, as que ainda estão em construção e as que necessitam de retomada para que sejam desenvolvidas. Esse dado permite à escola comparar o desempenho dos estudantes com a média do município, do estado e do Brasil. As que já participaram das outras edições podem avaliar em que pontos houve avanço em relação às notas anteriores e em quais disciplinas é preciso investir e planejar e formação de professores. Finalmente, cabe o questionamento: como a escola está em relação às metas traçadas para o ano? “Analisando o desempenho dos alunos na Prova Brasil, os professores verificam em que momento da construção do conhecimento os alunos estão e o que precisa ser reforçado em sala de aula para que eles continuem avançando”, observa Condé.

Para ajudar no trabalho
Nas páginas seguintes, você vai encontrar itens da prova com a indicação do descritor a que se refere. Uma equipe de cinco consultores analisou cada um deles, descrevendo os possíveis caminhos que o aluno pode seguir para chegar à solução. Em seguida, estão relacionadas possibilidades de orientações para organizar atividades sobre os diversos temas em sala de aula.

Cleusa Capelossi, professora da Escola da Vila, em São Paulo, dá as dicas para a prova de Matemática do 5º ano (página 16). Beatriz Gouveia, coordenadora do programa Além das Letras, do Instituto Avisa Lá, e Kátia Brakling, professora do Instituto Superior de Educação Vera Cruz, ambos em São Paulo, fazem o mesmo para as questões de Língua Portuguesa do 5º ano (página 24).

As perguntas de Matemática que serão resolvidas pelos jovens do 9º ano (página 34) foram esmiuçadas por Luciana do Oliveira Gerzoschkowitz Moura, também professora da Escola da Vila, e Claudio Bazzoni, assessor de Língua Portuguesa da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo e selecionador do Prêmio Victor Civita – Educador Nota 10, analisou os itens do exame de Língua Portuguesa do 9º ano (página 44). Aproveite esta edição e bom trabalho.

Quer saber mais?

5º ano

Matemática

BIBLIOGRAFIA
A Matemática na Escola: Aqui e Agora, Delia Lerner, 191 págs., Ed. Artmed, tel. 0800-703-3444, 46 reais
Cadernos da Escola da Vila 5 – Aprender Matemática Resolvendo Problemas, Vânia Marincek e Zélia Cavalcanti, 86 págs., Ed. Artmed, 29,90 reais
Didáctica das Matemáticas, Jean Brun, 280 págs., Ed. Instituto Piaget, www.ipiageteditora.com, 17,81 euros
Ensinar Matemática na Educação Infantil e nas Séries Iniciais: Análise e Propostas, Mabel Panizza, 188 págs., Ed. Artmed, 47 reais
Introdução ao Estudo das Situações Didáticas – Conteúdos e Métodos de Ensino, Guy Brousseau, Ed. Ática, tel. 0800-115-152, 32,90 reais

INTERNET
Em www.abc.gov.ar/lainstitucion/sistemaeducativo/educprimaria, você encontra o documento Diseño Curricular para la Educación Primaria. Dirección General de Cultura y Educación de la Provincia de Buenos Aires.

Língua Portuguesa

BIBLIOGRAFIA
A Formação do Leitor Literário, Teresa Colomer, 454 págs., Ed. Global, tel. (11) 3277-8141, 53 reais
Andar Entre Livros – A Leitura Literária na Escola, Teresa Colomer, 208 págs., Ed. Global, 35 reais
Compreensão da Leitura e Expressão Escrita, Alicia P. Pizani, Magali M. Pimentel e Delia Lerner, 172 págs., Ed. Artmed, 48 reais
Ensinar a Ler. Ensinar a Compreender, Anna Camps e Teresa Colomer, 196 págs., Ed. Artmed, 39 reais
Ler e Escrever na Escola – O Real, o Possível e o Necessário, Delia Lerner, 128 págs., Ed. Artmed, 36 reais

9º ano

Matemática

BIBLIOGRAFIA
Didática da Matemática – Reflexões Pedagógicas, Cecília Parra (org.), 258 págs., Ed. Artmed, tel. 0800-703-3444, 48 reais
O Ensino de Matemática Hoje, Patricia Sadovsky, 112 págs., Ed. Ática, tel. 0800-115-152, 25,90 reais
O Ensino de Matemática, J. C. Sánchez Huete e J. A. Fernández Brava, 232 págs., Ed. Artmed, 51 reais

Língua Portuguesa

BIBLIOGRAFIA
A Coesão Textual, Ingedore V. Koch, 88 págs., Ed. Contexto, tel. (11) 3832-5838, 18 reais
Da Fala para a Escrita: Atividades de Retextualização, Luiz Antonio Marcuschi, 136 págs., Ed. Cortez, tel. (11) 3611-9616, 26 reais
Gramática da Língua Portuguesa: Tradição Gramatical, Mídia e Exclusão Social, Marcos Bagno, 326 págs., Ed. Loyola, tel. (11) 2914-1922, 48,60 reais
Gêneros Textuais e Ensino, Luiz Antonio Marcuschi e outros autores, 232 págs., Ed. Lucerna, tel. (21) 2463-7446, 32,90 reais
Ler e Compreender: Os Sentidos do Texto, Ingedore V. Koch e Vanda Maria Elias, 216 págs., Ed. Contexto, 33 reais
O Texto e a Construção dos Sentidos, Ingedore V. Koch, 168 págs., Ed. Contexto, 19,90 reais
Ortografia: Ensinar e Aprender, Artur Gomes de Morais, 128 págs., Ed. Ática, 39,90 reais
Por Que (Não) Ensinar Gramática na Escola, Sírio Possenti, 96 págs., Ed. Mercado das Letras, tel. (19) 3241-7514, 19 reais
Texto e Leitor: Aspectos Cognitivos da Leitura, Ângela Kleiman, 82 págs., Pontes Editores, tel. (19) 3252-6011, 22,50 reais

Fonte: Revista Nova Escola

Prova Brasil - 2009

De 9 a 27 de novembro, os mais de 6 milhões de estudantes de 4ª e 8ª séries (5º e 9º anos) do Ensino Fundamental farão a Prova Brasil, principal avaliação do rendimento das escolas públicas do país. Parte integrante do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), a prova - que checa as habilidades essenciais em Língua Portuguesa e Matemática - é considerada pelos especialistas um instrumento essencial para o avanço da qualidade do ensino. Apesar disso, a maioria dos professores a vê como uma caixa-preta: afinal, o que ela avalia e como trabalhar essas competências em sala de aula?

A dúvida é o resultado da estratégia usada até agora pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e pelo Ministério da Educação (MEC) de não divulgar todas as questões. Os educadores tinham acesso apenas à descrição de habilidades e competências avaliadas, mas não sabiam como eram abordadas. A razão é a metodologia usada: a Teoria da Resposta ao Item (TRI), que exige a repetição de perguntas para que haja uma série de comparação. As que têm de ser repetidas continuarão restritas. As demais serão divulgadas.

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A Prova Brasil é baseada nos currículos propostos por redes estaduais e municipais, já que no país não há um currículo nacional. Uma comissão do MEC examinou o material, identificando pontos convergentes - o que deu origem a uma matriz de referência (entregue a todas as escolas pelo MEC em abril), que não elenca conteúdos, mas competências e habilidades.

Essas capacidades são apresentadas na prova por meio de descritores, que, como o nome indica, descrevem o que a garotada precisa dominar (veja os de Língua Portuguesa). "Essas habilidades são o mínimo que os alunos precisam saber. Sem isso, não podem ser considerados aptos nas duas disciplinas", ressalta Maria Inês Pestana, diretora de estatística da Educação Básica do Inep e responsável pela Prova Brasil.

Para fazer valer os objetivos da avaliação, o Inep, a Fundação Victor Civita e o Todos pela Educação - com o apoio do Itaú BBA - passaram uma revista nas questões dos últimos anos. "O trabalho desmistifica o exame e aponta como desenvolver nas crianças as habilidades básicas", explica Gisele Gama, da Abaquar Consultores, a coordenadora do estudo. Focado na prova da 4ª série (5º ano), ele será divulgado em junho, assim como os modelos de questões.

NOVA ESCOLA teve acesso ao documento em primeira mão e foi além. Preparou um material exclusivo que diminuirá sensivelmente o mistério que envolve a avaliação. Você verá a análise didática de questões da prova de Língua Portuguesa (que foca a leitura). A amostra é representativa por esclarecer um ponto crucial: como as habilidades indicadas pelos descritores são avaliadas em relação a diversos gêneros e a textos de níveis de complexidade diferentes. Para efetivamente ajudar você, mostramos como ensinar as habilidades que os alunos devem dominar. No próximo mês, uma nova reportagem irá abordar a prova de Matemática.

Fonte: Revista Nova Escola